Outro lado: Proprietários condenam distinção de tratamento
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MÔNICA BERGAMOcolunista da Folha de S.Paulo
Fernanda Abdalla, assessora de imprensa da Daslu, disse à coluna que Eliana Tranchesi, uma das proprietárias da butique, "sempre pede às vendedoras para que tratem todos os clientes de forma igual, sem distinção". Segundo ela, para a Daslu, "todos os clientes são especialíssimos" e suas funcionárias têm instruções das donas para serem tratados como tal. "Mas sabemos que, infelizmente, não é sempre que isso acontece", afirmou Fernanda.
Adriana Lopes, do departamento de marketing de Reinaldo Lourenço, disse que "ótimo atendimento é o que Reinaldo mais cobra de sua equipe de vendas e, em função disso, é muito elogiado por seus clientes e amigos". De acordo com Adriana, o estilista --que exige que os vendedores tratem todos na loja da mesma maneira-- ficou "triste e surpreso" com o fato relatado pela reportagem.
Beth Gavião, assessora de imprensa do restaurante O Leopolldo, afirmou que "não é prática do restaurante impedir a entrada de nenhuma pessoa, seja quem for". Disse também que no estabelecimento não existe "nenhum tipo de preconceito, nenhuma norma que impeça um cliente de entrar". Segundo ela, impedir a entrada de uma pessoa por estar usando tênis "foi uma decisão arbitrária da recepcionista, que foi repreendida". A assessora afirmou ainda que tal fato não irá se repetir.
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