06/05/2005
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10h58
Os europeus estão preocupados com um projeto do Google, que pretende digitalizar milhões de livros existentes em diversas bibliotecas do mundo.
Inicialmente, o serviço de buscas deve oferecer na web publicações das universidades de Harvard, Stanford e Michigan, nos EUA, Oxford, no Reino Unido, além da biblioteca de Nova York (EUA). O projeto levará anos para ser concluído.
O problema, afirma a agência de notícias Associated Press, seria o fato de as escolhas do Google favorecerem a cultura norte-americana. Isso, dizem os críticos, poderia criar um "domínio unilateral dos pensamentos" e uma cultura global que favoreceria os Estados Unidos.
Para combater essa possível ameaça, seis países se uniram e trabalham com a hipótese de criar uma biblioteca digital européia. França, Alemanha, Itália, Espanha, Polônia e Hungria aguardam o apoio de outras nações da União Européia para colocar o projeto em prática.
Jean-Noel Jeanneney, presidente da Biblioteca Nacional da França --com 13 milhões de títulos--, afirmou que o Google pode "seqüestrar" o pensamento do mundo em seu recém-lançado livro "When Google Challenges Europe" (algo como "Quando o Google Desafiar a Europa", em português).
"Isso pode levar a um desequilíbrio que beneficiará uma única visão do mundo. Essa transformação é um perigo", afirmou Jeanneney em entrevista por telefone à Associated Press.
Outro problema citado pelos especialistas é o fato de o Google ter se tornado uma referência --"quem não é encontrado pela ferramenta não é ninguém", dizem. No caso de autores famosos, como Shakespeare, não há motivos para se preocupar. Autores desconhecidos, no entanto, podem sofrer com essa nova realidade.
"Há uma crescente preocupação, pois aquilo que não está registrado nessa ferramenta da internet parece não existir", disse Andras Bozoki, ministro da Cultura húngaro. "Um projeto europeu poderia dar voz a países menores e sua literatura", continuou.
Em dezembro, quando foi anunciada a iniciativa do Google, somente as bibliotecas de Michigan e Stanford concordaram em ter todo o seu material escaneado. A instituição de Nova York ofereceu apenas livros que não são protegidos pelos direitos autorais, enquanto Harvard deve contribuir com 40 mil volumes. A universidade de Oxford só permitiu a reprodução de material publicado antes de1901.
Com agências internacionais
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Europa se opõe à criação de biblioteca digital do Google
da Folha OnlineOs europeus estão preocupados com um projeto do Google, que pretende digitalizar milhões de livros existentes em diversas bibliotecas do mundo.
Inicialmente, o serviço de buscas deve oferecer na web publicações das universidades de Harvard, Stanford e Michigan, nos EUA, Oxford, no Reino Unido, além da biblioteca de Nova York (EUA). O projeto levará anos para ser concluído.
O problema, afirma a agência de notícias Associated Press, seria o fato de as escolhas do Google favorecerem a cultura norte-americana. Isso, dizem os críticos, poderia criar um "domínio unilateral dos pensamentos" e uma cultura global que favoreceria os Estados Unidos.
Para combater essa possível ameaça, seis países se uniram e trabalham com a hipótese de criar uma biblioteca digital européia. França, Alemanha, Itália, Espanha, Polônia e Hungria aguardam o apoio de outras nações da União Européia para colocar o projeto em prática.
Jean-Noel Jeanneney, presidente da Biblioteca Nacional da França --com 13 milhões de títulos--, afirmou que o Google pode "seqüestrar" o pensamento do mundo em seu recém-lançado livro "When Google Challenges Europe" (algo como "Quando o Google Desafiar a Europa", em português).
"Isso pode levar a um desequilíbrio que beneficiará uma única visão do mundo. Essa transformação é um perigo", afirmou Jeanneney em entrevista por telefone à Associated Press.
Outro problema citado pelos especialistas é o fato de o Google ter se tornado uma referência --"quem não é encontrado pela ferramenta não é ninguém", dizem. No caso de autores famosos, como Shakespeare, não há motivos para se preocupar. Autores desconhecidos, no entanto, podem sofrer com essa nova realidade.
"Há uma crescente preocupação, pois aquilo que não está registrado nessa ferramenta da internet parece não existir", disse Andras Bozoki, ministro da Cultura húngaro. "Um projeto europeu poderia dar voz a países menores e sua literatura", continuou.
Em dezembro, quando foi anunciada a iniciativa do Google, somente as bibliotecas de Michigan e Stanford concordaram em ter todo o seu material escaneado. A instituição de Nova York ofereceu apenas livros que não são protegidos pelos direitos autorais, enquanto Harvard deve contribuir com 40 mil volumes. A universidade de Oxford só permitiu a reprodução de material publicado antes de1901.
Com agências internacionais
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