28/11/2006
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16h46
A contaminação radioativa pode acontecer por meio de ingestão, inalação, injeção ou absorção de material radioativo por meio da pele --como, por exemplo, por meio de um ferimento exposto.
Por essa razão, é fundamental utilizar equipamentos de proteção ao lidar diretamente com materiais radioativos. O polônio-210 é um material que só leva à morte se ingerido ou inalado.
A contaminação radioativa acidental também pode ocorrer após a ingestão de plantas, carnes, água ou leite de animais expostos à radiação.
Após um incidente de grandes proporções, todas as possibilidades devem ser investigadas.
A descontaminação de objetos, máscaras ou roupas em geral é simples e exige apenas cuidados de segurança. A descontaminação do organismo é mais difícil, dependendo do nível de radiação ao qual a pessoa foi exposta.
O polônio é um elemento químico altamente radioativo e tóxico. Cada miligrama de polônio possui alto grau de radioatividade, e lidar diretamente com este material é uma atividade bastante arriscada, que exige o uso de equipamentos especializados e procedimentos restritos.
A radiação emitida pelo polônio danifica vastamente o organismo caso seja ingerido ou inalado.
Ex-espião
O ex-espião russo Alexander Litvinenko, 43, morreu na quinta-feira (23) em Londres, após ser envenenado por polônio-210-- material altamente radioativo. Segundo especialistas, uma alta concentração do material foi detectada em seu organismo por meio de um exame de urina.
O caso foi a primeira morte confirmada por envenenamento deliberado com materiais deste tipo, embora já houvesse registro de duas tentativas de envenenamento com tálio radioativo contra o ex-agente da KGB Nikolay Khokhlov e contra o jornalista russo Yuri Shchekochikhin.
Nesta segunda-feira, policiais britânicos detectaram vestígios de radioatividade em vários locais onde o ex-espião esteve após ser contaminado, em 1º de novembro.
No entanto, segundo especialistas do Reino Unido, os vestígios de polônio detectados até o momento em Londres representam risco mínimo para a população.
Médicos que realizarão a autópsia no corpo do ex-espião na sexta-feira (1) utilizarão medidas especiais de segurança, para evitar a contaminação.
Com agências internacionais
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da Folha OnlineA contaminação radioativa pode acontecer por meio de ingestão, inalação, injeção ou absorção de material radioativo por meio da pele --como, por exemplo, por meio de um ferimento exposto.
Por essa razão, é fundamental utilizar equipamentos de proteção ao lidar diretamente com materiais radioativos. O polônio-210 é um material que só leva à morte se ingerido ou inalado.
A contaminação radioativa acidental também pode ocorrer após a ingestão de plantas, carnes, água ou leite de animais expostos à radiação.
Após um incidente de grandes proporções, todas as possibilidades devem ser investigadas.
A descontaminação de objetos, máscaras ou roupas em geral é simples e exige apenas cuidados de segurança. A descontaminação do organismo é mais difícil, dependendo do nível de radiação ao qual a pessoa foi exposta.
O polônio é um elemento químico altamente radioativo e tóxico. Cada miligrama de polônio possui alto grau de radioatividade, e lidar diretamente com este material é uma atividade bastante arriscada, que exige o uso de equipamentos especializados e procedimentos restritos.
A radiação emitida pelo polônio danifica vastamente o organismo caso seja ingerido ou inalado.
Ex-espião
O ex-espião russo Alexander Litvinenko, 43, morreu na quinta-feira (23) em Londres, após ser envenenado por polônio-210-- material altamente radioativo. Segundo especialistas, uma alta concentração do material foi detectada em seu organismo por meio de um exame de urina.
O caso foi a primeira morte confirmada por envenenamento deliberado com materiais deste tipo, embora já houvesse registro de duas tentativas de envenenamento com tálio radioativo contra o ex-agente da KGB Nikolay Khokhlov e contra o jornalista russo Yuri Shchekochikhin.
Nesta segunda-feira, policiais britânicos detectaram vestígios de radioatividade em vários locais onde o ex-espião esteve após ser contaminado, em 1º de novembro.
No entanto, segundo especialistas do Reino Unido, os vestígios de polônio detectados até o momento em Londres representam risco mínimo para a população.
Médicos que realizarão a autópsia no corpo do ex-espião na sexta-feira (1) utilizarão medidas especiais de segurança, para evitar a contaminação.
Com agências internacionais
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