Venezuela é acusada de fornecer munição às Farc
da Efe, em Miami
Fontes do serviço de inteligência colombiana citados pelo jornal "El Nuevo Herald" afirmaram que a Venezuela fornece ilegalmente munição para cerca de 15 mil fuzis das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e do ELN (Exército de Libertação Nacional).
As acusações baseiam-se no testemunho de guerrilheiros desertores e em dados reunidos pelo serviço de inteligência por meio do confisco de armas e munição na fronteira com a Venezuela.
Segundo a reportagem do "Nuevo Herald", as fontes colombianas desconhecem se o fornecimento de munição se deve a uma decisão de Estado do presidente venezuelano, Hugo Chávez, ou a práticas de corrupção de oficiais das forças militares e da polícia da Venezuela.
A informação foi confirmada por mais de dez membros das Farc de um grupo de 95 desertores.
A munição, de calibre 7.62 de 39 milímetros do AK-47, é fabricada na estatal Companhia Anônima Venezuelana de Indústrias Militares (Cavim), que é a única fábrica na América do Sul que produz esse tipo de material bélico.
Leia mais
- Uribe se reúne com Sarkozy para falar sobre reféns das Farc
- Chávez se defende contra acusação de funcionário americano
- Familiares de reféns das Farc aguardam reunião com Chávez
- Venezuela concede status político a Farc e ELN
- Obras da série "Folha Explica" discutem política e eleições
Especial

