Mundo
22/01/2008 - 10h43

Pré-candidatos democratas trocam acusações durante debate

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da Folha Online

Os pré-candidatos democratas à Presidência dos Estados Unidos Barack Obama e Hillary Clinton trocaram duras acusações durante debate na Carolina do Sul nesta segunda-feira (21), cinco dias antes das primárias no Estado.

A vantagem de Obama nas pesquisas --especialmente entre os negros--, levou Hillary a usar o evento para tentar colocá-lo na defensiva em temas como saúde pública e guerra no Iraque.

A senadora e ex-primeira-dama voltou a dizer que Obama votou a favor do financiamento da guerra, mas não justificou sua postura. "Você nunca se responsabiliza por nenhum voto seu, não se pronuncia", disse.

Em outro momento, Hillary disse que Obama tinha várias "más" idéias, e lhe perguntou como pensa em financiar os programas sociais que os democratas propõem, já que isso "não consta em nenhum lugar" em sua campanha.

Obama acusou a ex-primeira-dama de não jogar limpo e de atacá-lo somente para ser escolhida presidente.

O senador por Illinois mostrou-se especialmente irritado com o ex-presidente Bill Clinton, a quem acusou de dizer uma série de inverdades a seu respeito para beneficiar a campanha de sua mulher.

Clinton chegou a afirmar que Obama preferia os republicanos, em resposta à sua declaração de que Ronald Reagan teve maior importância do que ele na história dos Estados Unidos.

"Eu estou aqui. Ele não está", atacou Hillary. "Bom, às vezes não sei dizer com quem estou competindo", disparou Obama.

Hillary disse que Obama "diz algo, imediatamente retifica e depois e alega que queria dizer outra coisa".

Hillary e Obama se interromperam em várias ocasiões, mas na segunda parte do debate o também pré-candidato John Edwards aproveitou para assumir a palavra.

"Há três pessoas no debate, não duas, certo?", afirmou. "Precisamos entender que [a disputa] não é uma questão pessoal. Trata-se do que vamos fazer por esse país", disse Edwards em meio a aplausos.

Com Reuters, Efe e CNN

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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