Mundo
27/02/2008 - 16h12

Leia cronologia das ações e seqüestros das Farc na Colômbia

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da Efe, em Bogotá

Gloria Polanco de Lozada, Luis Eladio Pérez, Orlando Beltrán e Jorge Eduardo Gechem, os quatro ex-congressistas colombianos libertados nesta quarta-feira pelas Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), foram seqüestrados pela guerrilha em diferentes ações entre 2001 e 2002 no sul do país.

Leia a seguir uma cronologia dos seqüestros de políticos, policiais, militares e estrangeiros cometidos pelas Farc, que ainda mantêm centenas de reféns:

1996

30 de agosto: Guerrilheiros atacam base militar na Amazônia colombiana, onde matam 27 militares e seqüestram 60, que são libertados meses depois.

1997

21 de dezembro: No ataque a uma base do Exército no departamento (Estado) de Nariño, dez militares morrem, quatro ficam feridos e 18 são seqüestrados, sendo que dois destes ainda estão em poder dos rebeldes.

1998

3 de março: Um ataque das Farc no departamento de Caquetá deixa 65 militares mortos, 20 feridos e 43 seqüestrados, dos quais três continuam reféns da guerrilha.

3 de agosto: As Farc atacam uma base antinarcóticos no departamento de Guaviare, onde matam 40 policiais e militares e seqüestram outros 56. A maior parte deles já foi libertada.

1º de novembro: Em uma ação da guerrilha em Mitú, capital de Vaupés, 16 pessoas são mortas, entre policiais e militares, e 61 são seqüestradas.

1999

7 de janeiro: As Farc iniciam negociações de paz com o então presidente colombiano Andrés Pastrana (1998-2002) em uma zona desmilitarizada de mais de 43 mil km2 no sul do país.

25 de fevereiro: Os etnógrafos americanos Terence Freitas, Lahenaee Gay e Ingrid Washinawatok são seqüestrados pelas Farc em uma região na fronteira com a Venezuela. Dias depois, os três são encontrados mortos.

2000

5 de agosto: O deputado colombiano Oscar Tulio Lizcano é seqüestrado; ele continua em cativeiro.

4 de dezembro: O ex-ministro de Desenvolvimento Fernando Araújo é seqüestrado na cidade de Cartagena.

2001

10 de junho: O senador Luis Eladio Pérez é seqüestrado no departamento de Nariño.

15 de julho: O ex-governador do departamento de Meta Alan Jara é seqüestrado.

26 de julho: As Farc ocupam um edifício em Neiva e seqüestram os dois filhos do senador Jaime Lozada, além de sua esposa, Gloria Polanco, e de mais 12 vizinhos.

28 de agosto: O congressista Orlando Beltrán é seqüestrado no departamento de Huila.

10 de setembro: a congressista Consuelo González de Perdomo é seqüestrada em Huila.

29 de setembro: Morre durante uma operação de resgate a ministra da Cultura colombiana, Consuelo Araújo, seqüestrada dias antes.

2002

20 de fevereiro: Guerrilheiros obrigam o piloto de um avião a aterrissar em uma estrada de Huila e seqüestram três dos 30 ocupantes da aeronave, entre eles o senador Jorge Eduardo Gechem, o que provoca o fim das negociações de paz.

23 de fevereiro: A candidata presidencial Ingrid Betancourt e sua companheira de partido Clara Rojas são seqüestradas.

11 de abril: As Farc atacam a Assembléia Departamental de Valle del Cauca, em Cali e seqüestram 12 deputados.

21 de abril: O governador de Antioquia, Guillermo Gaviria, e seu assessor de paz, o ex-ministro Gilberto Echeverri, são seqüestrados.

7 de agosto: Álvaro Uribe assume a Presidência da Colômbia.

2003

13 de fevereiro: As Farc seqüestram os americanos Keith Stansell, Marc Gonsalves e Thomas Howes. Um quarto membro do grupo é assassinado, assim como um militar colombiano, após a queda do pequeno avião em que viajavam no departamento de Caquetá.

5 de maio: O governador Gaviria, o ex-ministro Echeverri e oito militares são assassinados por guerrilheiros durante uma operação de resgate.

2004

13 de julho: Os dois filhos do ex-senador Lozada são libertados.

2005

3 de dezembro: As Farc assassinam o ex-senador Lozada; sua esposa permanece em cativeiro.

2006

7 de agosto: Uribe assume seu segundo mandato.

31 de dezembro: O ex-ministro Araújo foge de seus seqüestradores durante uma operação militar e aparece dias depois em uma zona rural do departamento de Bolívar. Uribe o nomeia ministro das Relações Exteriores.

2007

28 de abril: O policial John Frank Pinchao, seqüestrado em novembro de 1998, chega a um quartel na cidade de Vaupés após fugir de seus seqüestradores durante 17 dias.

25 de maio: Uribe anuncia uma libertação em massa de rebeldes, incluindo o "chanceler" das Farc, Rodrigo Granda, para que "negociações de paz" sejam conduzidas.

28 de junho: As Farc informam que no dia 18 de junho, em um "fogo cruzado" com "um grupo militar não identificado", morreram 11 dos 12 deputados de Valle del Cauca seqüestrados em abril de 2002.

15 de agosto: O governo colombiano autoriza a senadora opositora Piedad Córdoba a elaborar com as Farc um acordo para a troca de reféns por rebeldes presos.

17 de agosto: Uribe aprova a mediação do presidente venezuelano, Hugo Chávez, no conflito com as Farc.

21 de novembro: O presidente colombiano suspende as participações de Chávez e Córdoba.

2008

10 de janeiro: Clara Rojas e Consuelo González de Perdomo são libertadas pelas Farc e entregues a uma comissão enviada por Chávez.

14 de janeiro: Consuelo entrega provas de vida de oito reféns.

2 de fevereiro: As Farc anunciam que libertarão Gloria Polanco, Luis Eladio Pérez e Orlando Beltrán.

4 de fevereiro: Milhões de colombianos saem às ruas para se manifestarem contra as Farc e exigirem o fim dos seqüestros.

20 de fevereiro: Lucy Artunduaga de Gechem, esposa do ex-senador Jorge Eduardo Gechem, anuncia que recebeu a informação de que seu marido também será libertado. No mesmo dia, o chanceler francês, Bernard Kouchner, reúne-se com Hugo Chávez e diz que as Farc libertarão um quarto refém.

27 de fevereiro: Os ex-congressistas Gloria Polanco, Luis Eladio Pérez, Orlando Beltrán e Jorge Eduardo Gechem são entregues a uma missão humanitária coordenada pelo Governo venezuelano.

Comentários dos leitores
Ricardo Perrone (41) 12/11/2009 11h26
Ricardo Perrone (41) 12/11/2009 11h26
O Governo colombiano não deveria exercer esse tipo de artifício para capturar assassinos, bandidos ou guerrilheiros. Pagar recompensa é um estímulo a práticas detestáveis do caráter humano, como: ganância, traição e mentira. O governo deveria pegar o valor de tal recompensa e empregar nas atividades investigativas da polícia ou mesmo em sua modernização. O Estado deve ter por meta estimular o bom comportamento na sociedade, banindo práticas detestáveis mesmo que sejam por uma boa causa. sem opinião
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O Pacificador (114) 12/11/2009 11h03
O Pacificador (114) 12/11/2009 11h03
"Governo colombiano oferece US$ 1 milhão pelos assassinos de soldados do país..."
Nem precisava tanta grana.
Quem pode entregar os "cabeças" das Farc, é só gente interna mesmo.
Por dinheiro, que a verdadeira ideologia deles, esses "guerilheiros", fazem qualquer coisa.
Como já mostraram antes que são capazes, cortando até as maos de um líder da guerilha, para comprovar sua eliminação.
Uma fração do oferecido, teria sido mais do que sufiente...
sem opinião
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AGUINALDO VENANCIO (2096) 12/11/2009 08h06
AGUINALDO VENANCIO (2096) 12/11/2009 08h06
BOA URIBE! sem opinião
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