Leia cronologia das ações e seqüestros das Farc na Colômbia
da Efe, em Bogotá
Gloria Polanco de Lozada, Luis Eladio Pérez, Orlando Beltrán e Jorge Eduardo Gechem, os quatro ex-congressistas colombianos libertados nesta quarta-feira pelas Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), foram seqüestrados pela guerrilha em diferentes ações entre 2001 e 2002 no sul do país.
Leia a seguir uma cronologia dos seqüestros de políticos, policiais, militares e estrangeiros cometidos pelas Farc, que ainda mantêm centenas de reféns:
1996
30 de agosto: Guerrilheiros atacam base militar na Amazônia colombiana, onde matam 27 militares e seqüestram 60, que são libertados meses depois.
1997
21 de dezembro: No ataque a uma base do Exército no departamento (Estado) de Nariño, dez militares morrem, quatro ficam feridos e 18 são seqüestrados, sendo que dois destes ainda estão em poder dos rebeldes.
1998
3 de março: Um ataque das Farc no departamento de Caquetá deixa 65 militares mortos, 20 feridos e 43 seqüestrados, dos quais três continuam reféns da guerrilha.
3 de agosto: As Farc atacam uma base antinarcóticos no departamento de Guaviare, onde matam 40 policiais e militares e seqüestram outros 56. A maior parte deles já foi libertada.
1º de novembro: Em uma ação da guerrilha em Mitú, capital de Vaupés, 16 pessoas são mortas, entre policiais e militares, e 61 são seqüestradas.
1999
7 de janeiro: As Farc iniciam negociações de paz com o então presidente colombiano Andrés Pastrana (1998-2002) em uma zona desmilitarizada de mais de 43 mil km2 no sul do país.
25 de fevereiro: Os etnógrafos americanos Terence Freitas, Lahenaee Gay e Ingrid Washinawatok são seqüestrados pelas Farc em uma região na fronteira com a Venezuela. Dias depois, os três são encontrados mortos.
2000
5 de agosto: O deputado colombiano Oscar Tulio Lizcano é seqüestrado; ele continua em cativeiro.
4 de dezembro: O ex-ministro de Desenvolvimento Fernando Araújo é seqüestrado na cidade de Cartagena.
2001
10 de junho: O senador Luis Eladio Pérez é seqüestrado no departamento de Nariño.
15 de julho: O ex-governador do departamento de Meta Alan Jara é seqüestrado.
26 de julho: As Farc ocupam um edifício em Neiva e seqüestram os dois filhos do senador Jaime Lozada, além de sua esposa, Gloria Polanco, e de mais 12 vizinhos.
28 de agosto: O congressista Orlando Beltrán é seqüestrado no departamento de Huila.
10 de setembro: a congressista Consuelo González de Perdomo é seqüestrada em Huila.
29 de setembro: Morre durante uma operação de resgate a ministra da Cultura colombiana, Consuelo Araújo, seqüestrada dias antes.
2002
20 de fevereiro: Guerrilheiros obrigam o piloto de um avião a aterrissar em uma estrada de Huila e seqüestram três dos 30 ocupantes da aeronave, entre eles o senador Jorge Eduardo Gechem, o que provoca o fim das negociações de paz.
23 de fevereiro: A candidata presidencial Ingrid Betancourt e sua companheira de partido Clara Rojas são seqüestradas.
11 de abril: As Farc atacam a Assembléia Departamental de Valle del Cauca, em Cali e seqüestram 12 deputados.
21 de abril: O governador de Antioquia, Guillermo Gaviria, e seu assessor de paz, o ex-ministro Gilberto Echeverri, são seqüestrados.
7 de agosto: Álvaro Uribe assume a Presidência da Colômbia.
2003
13 de fevereiro: As Farc seqüestram os americanos Keith Stansell, Marc Gonsalves e Thomas Howes. Um quarto membro do grupo é assassinado, assim como um militar colombiano, após a queda do pequeno avião em que viajavam no departamento de Caquetá.
5 de maio: O governador Gaviria, o ex-ministro Echeverri e oito militares são assassinados por guerrilheiros durante uma operação de resgate.
2004
13 de julho: Os dois filhos do ex-senador Lozada são libertados.
2005
3 de dezembro: As Farc assassinam o ex-senador Lozada; sua esposa permanece em cativeiro.
2006
7 de agosto: Uribe assume seu segundo mandato.
31 de dezembro: O ex-ministro Araújo foge de seus seqüestradores durante uma operação militar e aparece dias depois em uma zona rural do departamento de Bolívar. Uribe o nomeia ministro das Relações Exteriores.
2007
28 de abril: O policial John Frank Pinchao, seqüestrado em novembro de 1998, chega a um quartel na cidade de Vaupés após fugir de seus seqüestradores durante 17 dias.
25 de maio: Uribe anuncia uma libertação em massa de rebeldes, incluindo o "chanceler" das Farc, Rodrigo Granda, para que "negociações de paz" sejam conduzidas.
28 de junho: As Farc informam que no dia 18 de junho, em um "fogo cruzado" com "um grupo militar não identificado", morreram 11 dos 12 deputados de Valle del Cauca seqüestrados em abril de 2002.
15 de agosto: O governo colombiano autoriza a senadora opositora Piedad Córdoba a elaborar com as Farc um acordo para a troca de reféns por rebeldes presos.
17 de agosto: Uribe aprova a mediação do presidente venezuelano, Hugo Chávez, no conflito com as Farc.
21 de novembro: O presidente colombiano suspende as participações de Chávez e Córdoba.
2008
10 de janeiro: Clara Rojas e Consuelo González de Perdomo são libertadas pelas Farc e entregues a uma comissão enviada por Chávez.
14 de janeiro: Consuelo entrega provas de vida de oito reféns.
2 de fevereiro: As Farc anunciam que libertarão Gloria Polanco, Luis Eladio Pérez e Orlando Beltrán.
4 de fevereiro: Milhões de colombianos saem às ruas para se manifestarem contra as Farc e exigirem o fim dos seqüestros.
20 de fevereiro: Lucy Artunduaga de Gechem, esposa do ex-senador Jorge Eduardo Gechem, anuncia que recebeu a informação de que seu marido também será libertado. No mesmo dia, o chanceler francês, Bernard Kouchner, reúne-se com Hugo Chávez e diz que as Farc libertarão um quarto refém.
27 de fevereiro: Os ex-congressistas Gloria Polanco, Luis Eladio Pérez, Orlando Beltrán e Jorge Eduardo Gechem são entregues a uma missão humanitária coordenada pelo Governo venezuelano.
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Especial


As Farc, são compostas por sequestradores e traficantes, que sequer são classificados assim pela imprensa marrom controlada pelos petralhas.
Esses bandidos, que tentam derrubar o governo democraticamente eleito da colombia, são inacreditavelmente tratados pelo governo brasileiro como "revolucionários"...
Então, sem dúvida as Farc tem muito para agradecer a alguns "brasileiros"...
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Inegavelmente o citado país não pode ser apontado como um exemplo de bem estar sócio-econômico e muito menos o regime político com que se possa sonhar quando se pensa em Democracia. Por outro lado, não se pode ignorar que seus Governantes conseguiram indiscutíveis avanços na área educacional, saneamento básico e medicina preventiva (não estou fazendo apologia de Cuba mas tão somente reconhecendo resultados que indicadores sócio-econômicos identificam). Basta comparar IDH, percentual de analfabetismo e IDH com outros países da África e América Latina, por exemplo, que possuem população e PIB semelhantes e em tese, constituem-se em regimes democráticos (há controvérsias) mas sem dúvida, e que optaram pelo Capitalismo.
Em suma, como frequentemente ocorre, na natureza e na Política a avaliação mais justa tende ao centro em detrimento de posições extremadas (demonizar ou insensar costuma induzir a equívocos de igual magnitude).
Não é demais reconhecer que mesmo a crítica das estratégias e políticas implantadas fica prejudicada na medida em que esse país foi sim muito prejudicado pelo embargo norte-americano (imagine o que seria da China - cujo regime até onde se sabe é tão ou mais totalitário quanto o cubano - não pudesse comercializar com o maior Mercado mundial...
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