Embaixador acusa Colômbia de matar e disfarçar equatorianos de rebeldes
Colaboração para a Folha Online
O embaixador do Equador na Colômbia, Francisco Suescum, acusou hoje as autoridades militares da Colômbia de seqüestrar equatorianos, matá-los e divulgar seus nomes como se fossem guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, as Farc.
O embaixador se referiu, em declarações à rádio local 'Caracol', a uma possível confusão envolvendo a identificação de um corpo supostamente de uma das 25 pessoas mortas em 1º de março, na ação das tropas colombianas que matou o número dois das Farc, Raul Reyes, em território equatoriano.
Embora as autoridades colombianas tenham informado que o corpo trasladado a Bogotá era de Julián Conrado, um dos líderes das Farc, o Governo do Equador anunciou ontem uma investigação para definir se os restos mortais são de Franklin Aisalia Molina, um mecânico de Quito desaparecido desde o dia 21 de fevereiro.
O pai de Molina, Guillermo, declarou à 'Caracol' que 'não resta praticamente nenhuma dúvida [de o corpo é de seu filho], porque em nenhum lugar do mundo pode haver dois corpos iguais'.
O cadáver se encontra em um instituto médico legal da capital colombiana. Outros familiares de Molina devem viajar esta semana a Bogotá para realizar as tarefas de identificação do corpo.
Com Efe
Leia Mais
- Colômbia lançou bombas de alta tecnologia no Equador
- Exército colombiano apreende 715 minas terrestres das Farc
- OEA quer que Colômbia e Equador retomem acordo de fronteiras
- Equador investiga se cadáver de guerrilheiro é de um equatoriano
- Conflito armado é "problema da Colômbia", diz Marco Aurélio Garcia
Especial


