Polícia chinesa detém 16 monges por supostos ataques no Tibete
da Efe, em Pequim
A polícia chinesa deteve na região autônoma do Tibete 16 monges budistas acusados de estar envolvidos em três ataques à bomba, informou nesta quinta-feira a agência de notícias oficial Xinhua.
Segundo a informação, os três ataques ocorreram no distrito de Mangkam, do município de Qamdo, no leste do Tibete. Os três casos, segundo a Xinhua, ocorreram nos dias 3, 5 e 7 de abril. Em um deles, quatro monges supostamente lançaram explosivos contra um transformador elétrico.
Outros cinco monges do mosteiro de Wese teriam tentado, sem sucesso, atacar com explosivos estabelecimentos do distrito.
No terceiro incidente, outros religiosos teriam planejado um atentado contra uma zona residencial cujo local não foi revelado.
Segundo a polícia local, os suspeitos confessaram seus crimes e afirmaram que os protestos tibetanos de 14 de março, em Lhasa, "os inspiraram a cometê-los".
O porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores chinês, Qin Gang, reiterou hoje a responsabilidade do dalai-lama, líder político e espiritual tibetano, pelos violentos distúrbios ocorridos em Lhasa e em outras cidades do Tibete em março, nos quais morreram ao menos 20 pessoas, segundo o governo chinês.
O governo tibetano no exílio afirma que mais de 200 pessoas morreram na repressão policial aos atos violentos.
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