Mundo
02/07/2009 - 15h02

Vice dos EUA faz visita-surpresa ao Iraque dois dias após retirada

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da Folha Online

O vice-presidente dos Estados Unidos, Joseph Biden, chegou nesta quinta-feira de surpresa a Bagdá, capital iraquiana, onde vai se reunir com autoridades e avaliar o resultado da retirada das tropas americanas das grandes cidades e centros urbanos, há dois dias, informou a Casa Branca.

Em nota emitida em Washington, a Casa Branca disse que, enquanto estiver em Bagdá, Biden cumprimentará as tropas americanas e se reunirá com o primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, o presidente, Jalal Talabani, e outras autoridades.

Segundo a Casa Branca, Biden vai reiterar o compromisso americano com os acordos que fez com o Iraque, que preveem a retirada completa das tropas dos EUA nos próximos dois anos.

Os planos do Governo americano é concluir o retorno dos soldados em combate até setembro de 2010 e retirar todos os seus militares até o fim de 2011. Assim, ficarão no país apenas militares responsáveis por treinamento das forças de segurança locais.

O vice-presidente também vai expressar às autoridades iraquianas a necessidade de serem alcançados progressos no processo político.

A mensagem foi reiterada nos últimos dias pelos pedidos do presidente Barack Obama para que Maliki aja de maneira mais contundente por uma verdadeira cooperação entre sunitas, xiitas e curdos na divisão dos poderes.

A cooperação é essencial para evitar que o país retorne à rotina de violência sectária entre diferentes facções religiosas, que marcou o governo do ditador Saddam Hussein, derrubado pelas forças americanas, e os primeiros anos do conflito.

Biden afirmou estar otimista sobre o futuro do Iraque, mas afirmou que ainda há muito trabalho a fazer.

"Este é um momento quando nós temos que ter certeza que os iraquianos não tirem o olho do grande prêmio", disse.

Com agências internacionais

Comentários dos leitores
emanuel gomes bueno (2) 26/10/2009 17h34
emanuel gomes bueno (2) 26/10/2009 17h34
Os EUA aceitaram o prato que o diabo ofereceu a eles: uma guerra que seria "curta e fácil de vencer". Hoje vemos um atentado atrás do outro, com quase 4.400 soldados americanos mortos e os EUA num atoleiro: sem poder ficar e sem poder sair. A serpente antiga descrita na bíblia, voltou! ao Jardim do Éden. sem opinião
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Valentin Makovski (173) 26/10/2009 17h21
Valentin Makovski (173) 26/10/2009 17h21
Quanto o Iraque precisa de soldados para coibir as milícias???
Já se tem mais de 100 mil Marines dos EUA, se mandar mais uns 100 mil vai continuar a mesma coisa. E sabem porque??? Simples guerra que começa mal, termina muito mal. Esta guerra contra Saddan já deu o que tinha que dar. Os EUA podem ficar lá por maism10 anos, que em nada vai adiantar.
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J. R. (1090) 26/10/2009 03h00
J. R. (1090) 26/10/2009 03h00
Fica difícil saber no Iraque quem é que está explodindo bombas, se elas se direcionam para que Obama aumente os contingentes da invasão ou se é para que os ianques deixem de vez o país e devolvam os poços de petróleo que furtaram, além de destruir o país. sem opinião
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FABIANO TONACO BORGES (1) 08/11/2009 12h10
FABIANO TONACO BORGES (1) 08/11/2009 12h10
Presidente Obama nos dá uma lição de como um Estadista deve tratar o desenvolvimento de uma nação: com justiça social. Sem acesso à saúde garantido pelo Estado não se pode marchar rumo à consolidação de uma nação de forma sustentável. Com esta atitude o Predidente Obama abre mão de uma boa parte de sua popularidade, considerando que ele intefere num mercado (o da prestação de serviços de saúde) extremamente fisiológico, influente economicamente e com grande poder político. Os resultados virão, não tão rápido, mas as gerações porvindouras terão o que comemorar... sem opinião
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J. R. (1133) 08/11/2009 09h19
J. R. (1133) 08/11/2009 09h19
As mortes causadas pelas campanhas dos USA pelo mundo dá para encher milhares de torres gêmeas e wordtradecenters. Na guerra nuclear não haverá vencedores, nem mesmo o poderoso USA sobrará, é a eutanásia da humanidade doente! sem opinião
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Liliane Garcia (3) 06/11/2009 00h23
Liliane Garcia (3) 06/11/2009 00h23
A questão não é o fato do Obama defender o seu país e sim, dar continuidade a uma política de intervenção no país alheio, o que não é nada democrático, logo eles que "prezam" tanto pela democracia. Por qual motivo? Eu também lamento o atentado ocorrido no 11 de setembro, porém, acredito que isso não justifica a invasão estadunidense. Assim como no World Trade Center, no Afeganistão havia e ainda há muitos civis inocentes, sendo eles também vítimas das atrocidades cometidas por ambas as partes. O atentado terrorista provavelmente ainda servirá por muito tempo para justificar uma invasão que não tem justificativa para aqueles que se tornaram vítimas do horror da guerra. 5 opiniões
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