EUA e Alemanha põem G20 em plano superior ao G8
da Folha Online
A uma semana da 35ª cúpula do G8 (os sete países mais ricos do mundo e a Rússia), os Estados Unidos e a Alemanha cravaram os últimos pregos no caixão do grupo, cuja morte o chanceler brasileiro Celso Amorim já decretara há 15 dias.
Segundo reportagem do Clovis Rossi na Folha desta sexta-feira, a chanceler Angela Merkel foi simples e direta, em depoimento ontem ao Parlamento alemão: insinuou que o G8 se tornara "obsoleto" e definiu o G20, formado pelas maiores economias do planeta, como o 'formato ideal' para cuidar do futuro do mundo (a íntegra está disponível apenas para assinantes do jornal e do UOL).
A cúpula do G8 na Itália, afirma Rossi, seria apenas uma sessão preparatória para o encontro do G20 nos EUA, em setembro, a terceira cúpula do conglomerado.
"Será mais um troca de pontos de vista entre as duas cúpulas do G20 [a de abril em Londres e a de Pittsburgh em setembro] do que uma oportunidade para produzir deliberações específicas", afirmou Michael Froman, conselheiro para Assuntos Econômicos Internacionais da Casa Branca.
A morte do G8 e a promoção do G20 coincidem plenamente com os desejos da diplomacia brasileira. Com isso, o Brasil passa a sentar-se no banco da frente da condução informal dos negócios planetários.
É um ganho mas é também um desafio, que já estará presente na Itália, em dois diferentes momentos.

