18/05/2006
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09h33
Colaboração para a Folha de S.Paulo, em Brasília (DF)
Quando o sol se puser, siga para o subterrâneo. Um dos locais mais ritmados da noite da capital federal fica literalmente aterrado. Fundado há 29 anos por um grupo de funcionários públicos, o Clube de Choro de Brasília ocupa uma construção projetada por Oscar Niemeyer debaixo do solo. É dali que brota música popular brasileira de boa qualidade, executada por músicos forasteiros de quarta a sexta e por pratas da casa nas noites de sábado.
Você pode duvidar ao ver a localização do Clube do Choro no mapa. Sim, fica no Eixo Monumental Oeste, bem no meio de um gramado, sem nenhuma via asfaltada como acesso. Há uma estradinha de terra ligando a casa ao Centro de Convenções Ulysses Guimarães, que está bem ao lado. Mas sujar os pneus do carro de barro compensa para ouvir os chorões, suas vozes e seus instrumentos afinados.
Diminuto e com pé-direito bem baixo, é lugar de aconchego, para gente de todas as idades, tanto na platéia quanto no palco. Difícil pensar, então, que o clube estava em plena decadência no fim da década de 80, ameaçado de despejo e sem público nem artistas. Recuperado por uma reforma nos anos 1990, agora costuma lotar. Ao programar sua visita, ligue antes e confirme se ainda há lugares --as entradas são vendidas previamente no hotel Garvey.
Boemia
Se o show se estender até altas horas, não será fácil encontrar um restaurante aberto na cidade --que não tem muita vocação gastronômica ou boêmia. Mas há um endereço que nunca falha. Madrugadeiro, o Sabor Brasil funciona nos fins de semana até as 6h, com cardápio específico para repor a força dos notívagos.
São 14 cremes e sopas e seis tipos de cozido. Comida que veio com os candangos, de tempero nordestino e caseiro, que dá "sustança" e pede estômagos mais resistentes. Moela ao molho, quibebe com aipim e carne-de-sol, vaca atolada, feijão-de-leite com lingüiça e sopa de alcatra com ovo de codorna. O bufê, à vontade, custa R$ 11,80 por pessoa.
Os moderados podem fugir dos sabores mais marcantes e optar por pratos mais delicados, como caldo verde ou creme de aspargos. Mas saibam que estarão perdendo o melhor.
Clube do Choro - Setor de Divulgação Cultural; tel.: 0/xx/61/3327-0494; venda de ingressos no hotel Garvey (SHN, quadra 2, bloco J), de seg. a sex., das 10h às 19h; shows: qua. a sáb., a partir das 21h; entrada: R$ 20; www.clubedochoro.com.br.
Sabor Brasil - 302 Sul (popular r. das Farmácias), tel.: 0/xx/61/3226-6557; de ter. a sáb., das 18h às 6h; dom e seg., das 18h à 1h
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Brasília: Noites brasilienses têm chorinho, sopa e carne-de-sol
JULIANA DORETTOColaboração para a Folha de S.Paulo, em Brasília (DF)
Quando o sol se puser, siga para o subterrâneo. Um dos locais mais ritmados da noite da capital federal fica literalmente aterrado. Fundado há 29 anos por um grupo de funcionários públicos, o Clube de Choro de Brasília ocupa uma construção projetada por Oscar Niemeyer debaixo do solo. É dali que brota música popular brasileira de boa qualidade, executada por músicos forasteiros de quarta a sexta e por pratas da casa nas noites de sábado.
Você pode duvidar ao ver a localização do Clube do Choro no mapa. Sim, fica no Eixo Monumental Oeste, bem no meio de um gramado, sem nenhuma via asfaltada como acesso. Há uma estradinha de terra ligando a casa ao Centro de Convenções Ulysses Guimarães, que está bem ao lado. Mas sujar os pneus do carro de barro compensa para ouvir os chorões, suas vozes e seus instrumentos afinados.
Diminuto e com pé-direito bem baixo, é lugar de aconchego, para gente de todas as idades, tanto na platéia quanto no palco. Difícil pensar, então, que o clube estava em plena decadência no fim da década de 80, ameaçado de despejo e sem público nem artistas. Recuperado por uma reforma nos anos 1990, agora costuma lotar. Ao programar sua visita, ligue antes e confirme se ainda há lugares --as entradas são vendidas previamente no hotel Garvey.
Boemia
Se o show se estender até altas horas, não será fácil encontrar um restaurante aberto na cidade --que não tem muita vocação gastronômica ou boêmia. Mas há um endereço que nunca falha. Madrugadeiro, o Sabor Brasil funciona nos fins de semana até as 6h, com cardápio específico para repor a força dos notívagos.
São 14 cremes e sopas e seis tipos de cozido. Comida que veio com os candangos, de tempero nordestino e caseiro, que dá "sustança" e pede estômagos mais resistentes. Moela ao molho, quibebe com aipim e carne-de-sol, vaca atolada, feijão-de-leite com lingüiça e sopa de alcatra com ovo de codorna. O bufê, à vontade, custa R$ 11,80 por pessoa.
Os moderados podem fugir dos sabores mais marcantes e optar por pratos mais delicados, como caldo verde ou creme de aspargos. Mas saibam que estarão perdendo o melhor.
Clube do Choro - Setor de Divulgação Cultural; tel.: 0/xx/61/3327-0494; venda de ingressos no hotel Garvey (SHN, quadra 2, bloco J), de seg. a sex., das 10h às 19h; shows: qua. a sáb., a partir das 21h; entrada: R$ 20; www.clubedochoro.com.br.
Sabor Brasil - 302 Sul (popular r. das Farmácias), tel.: 0/xx/61/3226-6557; de ter. a sáb., das 18h às 6h; dom e seg., das 18h à 1h
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