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Juca Kfouri

Fator Fortaleza

A seleção brasileira admite que se inspira de cima abaixo no clima vivido na Copa das Confederações

FELIPÃO FALOU no dia anterior ao jogo contra a África do Sul e Thiago Silva falou minutos antes: o espírito da seleção é o criado pelas manifestações de junho em Fortaleza, nas ruas e no inesquecível Castelão entoando o Hino Nacional à capela. Pronto!

O combustível está dado.

Para o técnico, aquele foi o dia mais marcante e significativo desde que reassumiu a seleção.

O capitão, na corrente final antes de a partida começar no Soccer City, lembrou da mesma ocasião.

Coincidência ou não, como naquela campanha, a seleção fez 1 a 0 logo no começo, aos 10, no precioso lançamento de Hulk, que é muito mais do que se pensa dele no Brasil, para Oscar.

A superioridade brasileira era de tal ordem que o primeiro tempo terminou com a maior vantagem jamais obtida nos quatro jogos anteriores entre os dois times, graças ao segundo gol, de Neymar, que já poderia ter feito outro.

Pena que Júlio César não tenha sido testado, porque os africanos não ameaçaram e que Fred tenha apenas feito número, porque o jogo pouco chegou nele.

Talvez exatamente por ter faltado algo que se assemelhasse ao clima do Castelão no Soccer City, mais vazio do que cheio no começo do jogo, os anfitriões foram de uma amabilidade sem par. Ou talvez por não saber que para o time de Felipão não tem amistoso.

Daí, a seleção trocou o uniforme, três jogadores e com menos de 30 segundos do segundo tempo, então com o Soccer City mais cheio que vazio, fez 3 a 0, outra vez com Neymar em passe açucarado de Fred que recebera de Rafinha.

Uma festa brasileira em homenagem aos 90 dias da morte de Mandela e aos 99 dias da abertura da Copa, com um time bem mais pronto que o estádio corintiano que a receberá.

Neymar se divertia como o protagonista da seleção e Júlio César, aos 17, apareceu com ótima defesa. Com menos de 20 minutos o time azul do Brasil fez sua sexta e última substituição.

O quarto e o quinto gols surgiram naturalmente, num lindo chute de Fernandinho da intermediária e numa triangulação perfeita entre Daniel Alves, Jô e Neymar, que completou para fazer seu terceiro gol em Johannesburgo, onde ele não esteve em 2010 por timidez de Dunga.

Que a inspiração de Fortaleza siga pairando sobre a boa, encorpada e entusiasmada seleção brasileira.

CHI-CHI-CHI-LE-LE-LE

Você já viu um time perder de 1 a 0 e dar um vareio de bola no rival. Pois foi o que Chile fez contra a desfalcada Alemanha, em Sttutgart.

Se o time do audacioso técnico Jorge Sampaoli ganhasse de 4 a 1 não seria exagero. Porque mostrou muito mais conjunto e criatividade, embora tenha pecado na hora agá.

Lembremos, o Chile pode pegar o Brasil nas oitavas de final da Copa e merece muita, mas muita atenção.


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