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Juca Kfouri

Uma experiência inédita

O governo gaúcho promove um debate sobre a Copa do Mundo, ouve o que não quer e surpreende ao falar

GOVERNO ESCUTA-Diálogos da Copa foi o evento promovido pelo Gabinete Digital da Secretaria-Geral do governo do Rio Grande do Sul anteontem.

Presentes o governador gaúcho Tarso Genro e lideranças de movimentos que se opõem à Copa do Mundo, além deste convidado colunista, via internet.

Durante quase uma hora o governador petista ouviu pacientemente críticas e mais críticas ao megaevento que terá Porto Alegre como uma das 12 sedes.

Diante de uma plateia que incluía alguns de seus secretários de governo, Genro não se fez de rogado ao se manifestar e disse com todas as letras que se soubesse como as coisas seriam não teria deixado que a capital gaúcha recebesse a Copa.

Disse, no entanto, que "a vida é dura", que não há mais o que fazer diante do inevitável e reconheceu que o diálogo se dava tardiamente, sobre o leite derramado, mas advertiu que ficava a lição para evitar o entusiasmo com futuros megaeventos.

Pena que teve de se ausentar quando se imaginava que os debates de fato começariam, ao deixar o secretário de Esportes em seu lugar, com o que, humildemente, este que vos escreve também saiu.

Seja como for, em 44 anos de carreira, jamais havia visto um político do Poder Executivo se expor, no Brasil, com transmissão para quem quisesse ver, às críticas feitas pelas lideranças lá presentes.

Genro lamentou que o povo brasileiro não tenha sido ouvido sobre se queria fazer a Copa, direito, por exemplo, que os habitantes de Estocolmo, na Suécia, tiveram para rejeitar que a cidade recebesse a Olimpíada de Inverno de 2022.

O governador admitiu o caráter democrático dos protestos e se comprometeu em não criminalizá-los caso voltem a acontecer como na Copa das Confederações.

CENTENÁRIO

O Pacaembu será palco hoje do jogo mais interessante das quartas de final do Paulistinha: o favoritíssimo Palmeiras recebe o Bragantino em busca do título que mais graça dá ao campeonato, porque em seu centenário, algo que o Santos conseguiu no seu e o Corinthians não no dele.

Mas há um fantasma no meio do caminho: em 1989, com a melhor pontuação da primeira fase e 23 partidas sem derrota, com Leão como técnico, em Bragança, o Palmeiras levou uma sova por 3 a 0 e caiu eliminado.

LIVRAÇO

Vem aí, em dois volumes de mais de 400 páginas cada um, a melhor história das Copas do Mundo jamais escrita em língua portuguesa.

Do historiador cearense Airton de Farias e do ilustrador Daniel Brandão, pelo Armazém da Cultura, também de Fortaleza, "Uma História do Futebol, Copas do Mundo e Sociedade", surpreende pela profundidade da pesquisa, pela riqueza de remissões e contextualizações e pela visão social/futebolística inteligentemente coerente.


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