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Juca Kfouri

Rodada de fogo

Para São Paulo, o jogo é o do Palmeiras. Para o Brasil, o do Fluminense.

E o do São Paulo

O FUTEBOL PAULISTA olha para Presidente Prudente à espera de um milagre que possa salvar um de seus gigantes. O futebol brasileiro olha para Presidente Prudente na expectativa de que o Fluminense possa se consagrar como o campeão brasileiro.

Bola por bola, time por time, a agonizante esperança verde deve ser a última a morrer. Não bastasse a diferença desproporcional para as tradições doPalmeiras e do Flu, acrescente-se o desespero alviverde diante da frieza tricolor.

Humilhado também pela previsível goleada imposta pela nossa caricata Justiça esportiva, o medo de perder parece torpedear a necessidade de vencer, embora o futebol seja capaz de tudo, até permitir que o lanterna ganhe do líder, como aconteceu com o próprio time carioca, em Volta Redonda, contra os atleticanos de Goiás. Mas ali jogavam os favoritos destacados, e relaxados, contra os franco-atiradores atrás de pregar uma peça.

Hoje não.

Hoje jogam os campeões virtuais em busca de consolidar o que fizeram por merecer contra os virtuais rebaixados à procura de manter a teimosa chama da salvação, por mais que possa ser apenas a que prolongue o sofrimento.

O próprio Fluminense passou por situação parecida três anos atrás e se safou, mas, para o raio do futebol cair duas vezes no mesmo lugar, é preciso buscar fenômenos na Vila Belmiro.

Verdade que, para o tricolor carioca ser campeão, será preciso que o Vasco não perca, contra o Galo, sua sétima partida seguida, para o que conta apenas com a lei das probabilidades.

Outro tricolor, o São Paulo, joga um clássico de interesse mais nacional que estadual, porque à procura de ficar a só um ponto de diferença do Grêmio e, talvez, a dois do Galo, o que permitirá sonhar com o vice-campeonato brasileiro e a vaga direta na Taça Libertadores.

Em jogo que reúne a maior soma de pontos na rodada, o interesse pelo que os dois times possam mostrar se resume ao aspecto técnico, porque, nele, o papel do drama é secundário, inversamente proporcional ao duelo entre Barcos e Fred.

Seja como for, quem gosta de futebol está prestes a viver um domingo para torcedor algum menosprezar, pois, como diria o poeta andaluz Garcia Lorca, às cinco em ponto da tarde, não faltarão emoções.

COBRA CABRAL

Se a chantagem do governador fluminense Sérgio Cabral não fosse apenas um blefe, e a Copa do Mundo e a Olimpíada no Rio ficassem impossíveis caso a nova legislação dos royalties do petróleo não receba os vetos que ele pretende da presidente da República, estaríamos diante de um clamoroso caso de irresponsabilidade.

Significaria que ele contou com os ovos antes da galinha, fez uma aposta, demoliu o Maracanã e foi para Paris fazer a dança do guardanapo com seus generosos amigos empresários.


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