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Juca Kfouri

Às crianças palmeirenses

Acredite: a alegria da volta por cima é incomparavelmente maior que a dor da queda

VOVÔ ROSSI estava só magoado quando escreveu que agora é Barcelona, que não quer mais saber do Palmeiras. Ano que vem, escondido no começo, abertamente do meio para o fim, ele torcerá como sempre pelo Verdão.

A força de vontade que ele teve para deixar de fumar não será cúmplice da traição confessada só da boca para fora, mesmo porque não houve traição alguma, só um desabafo de alguém que, de verdade, desde que morou na Espanha, se apaixonou pelo Barcelona, mas sem abandonar a primeira paixão, sempre inesquecível.

Escrevo para você, menina ou menino palmeirense, que está sofrendo com gozações na escola, no prédio, na rua, na TV, em todo lugar.

Os adultos são mais capazes de conviver com a dor, lidar com a frustração, na mesma medida em que fazem bobagens enormes, como as feitas por essa gente grande apenas no tamanho que andou comandando o Palmeiras nos últimos tempos.

Você, ainda criança, que não tem nada a ver com as lambanças dos mais velhos, precisa saber que amanhã, quando o Palmeiras estiver de volta imponente e vitorioso como sempre, a felicidade do reencontro será muito maior que essa dor passageira que não afeta o coração porque órgão único, sem divisão. Nós, adultos, maduros, racionalizamos tudo, até a paixão. Nós, jornalistas, precisamos ser críticos, aparentar objetividade e, muitas vezes, temos de provocar, para estimular mudanças. Foi o que fez o vovô Rossi.

Acredite, criança verde, sinônimo de esperança, que o 13 do ano que vem é o da sorte, que anuncia novas glórias. Saiba que por grande que seja o clube catalão, o Palmeiras é ainda maior. Nas três vezes em que os dois se encontraram, o gigante brasileiro venceu duas e empatou outra. O primeiro jogo acabou 2 a 2, em 1949, em Barcelona, no velho estádio Les Corts. O segundo foi 2 a 1, em 1969, já no Camp Nou, quando o Palmeiras conquistou a Taça Cidade de Barcelona, e o terceiro, 2 a 0, em Cadiz, em 1974, quando ganhou o Troféu Ramón de Carranza.

Quem sabe se, em 2013, para inaugurar o novo estádio, não se faz um quarto jogo, Barcos x Messi, para ampliar a vantagem?

Do mesmo jeito que este avô aqui em nenhum momento quis enganar você alimentando a ilusão de que o time não cairia, agora o recado é o mesmo dado à minha neta maior quando a queda aconteceu, cinco anos atrás, com o nosso time: desesperar, jamais! E ela hoje, aos sete anos, é uma eufórica campeã da Libertadores.

O mesmo acontecerá com você. Porque o gosto amargo de limão verde pode virar uma doce e deliciosa limonada. Que o vovô Rossi saboreará junto, às gargalhadas.

São os votos deste avô cujo clube rival tem o tamanho que tem também porque do outro lado está o seu, a gloriosa Sociedade Esportiva Palmeiras.


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