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 36ª mostra de sp

Mostra termina com 'Nosferatu' ao ar livre e trilha sonora ao vivo

Maestro Pierre Oser conduz coro e orquestra em evento amanhã, no parque Ibirapuera

Clássico de F.W. Murnau comemora 90 anos e será exibido em cópia restaurada; sessão é às 20h, com entrada grátis

IRINEU FRANCO PERPETUO COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Amanhã, a Mostra Internacional de Cinema celebra os 90 anos do "Nosferatu", de Murnau, com a exibição ao ar livre de uma cópia restaurada do filme mudo e preto e branco no parque Ibirapuera.

Na ocasião, será executada uma nova trilha de Pierre Oser, 56, compositor alemão que dirige a Orquestra Petrobras Sinfônica e um coro de 24 vozes arregimentado exclusivamente para o evento.

Oser compôs a música como tributo ao centenário de falecimento do escritor irlandês Bram Stoker (1847-1912), autor do romance "Drácula".

"Nosferatu", do alemão F. W. Murnau (1888-1931), foi a primeira adaptação cinematográfica da obra de Stoker. Não tendo obtido autorização dos herdeiros do escritor, o cineasta prosseguiu com a iniciativa, alterando nomes e locais. Marco do expressionismo alemão, é tido como o primeiro clássico de terror da história.

A partitura original, do compositor alemão Hans Erdmann (1882-1942), perdeu-se em grande parte, o que incentivou diversos músicos a escreverem novas trilhas.

Oser, especialista que vem compondo para filmes há 25 anos, a convite do Museu do Cinema Alemão de Frankfurt, já fez outra trilha para "Nosferatu" em 2000, com instrumentação mais modesta.

Agora, ele usa cordas, percussão e um coro, que canta um texto extraído das "Metamorfoses", do poeta romano Ovídio (43 a.C./17-18 d.C.).

"Escolhi os trechos em que ele fala de doenças e catástrofes", explica Oser, que colocou música em clássicos do cinema mudo como "O Encouraçado Potemkin", de Eisenstein, "Berlim, Sinfonia da Metrópole", de Walter Ruttmann, e "A Morte Cansada", de Fritz Lang.

"A atmosfera do filme combina com som de coro. 'Nosferatu' joga com contrastes de luz e sombras, de vida e morte, e é bem interessante pensá-los com a música", afirma o compositor, que estreou sua nova trilha para o filme no começo de outubro, em Jacarta (Indonésia).

A restauração da cópia quem vem a São Paulo foi realizada entre 2005 e 2006 para a Fundação Friedrich-Wilhelm-Murnau, com base em uma cópia de 1922, com os intertítulos e coloração originais.


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