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Dilma prefere indicação 'técnica' para o STF

Presidente precisa apresentar nome para a vaga do ministro Ayres Britto, que se aposentou ao completar 70 anos

Preferência do Planalto é por um nome com perfil sem laços com partidos políticos ou atração por 'holofotes'

NATUZA NERY VALDO CRUZ DE BRASÍLIA

A presidente Dilma Rousseff tem dado sinais de que não pretende acatar indicações partidárias para a vaga do ministro Ayres Britto no Supremo Tribunal Federal.

Com isso, ficariam fora da lista de cotados dois ministros petistas: José Eduardo Cardozo (Justiça) e Luiz Inácio Adams (Advocacia-Geral da União). Segundo a Folha apurou, Dilma tende a seguir critério similar ao de sua escolha mais recente, quando nomeou Teori Zavascki para a vaga de Cezar Peluso.

A preferência é por um perfil mais técnico, sem vinculações políticas e sem atração por "holofotes". A presidente disse a interlocutores ter ficado com impressão ruim dos momentos de bate-boca no julgamento do mensalão.

Segundo integrantes de sua equipe, o perfil ideal de um ministro do STF é aquele que mantém serenidade mesmo quando pronuncia votos fortes e até impopulares. Um interlocutor presidencial interpreta o conceito: "Que não ceda a pressões da mídia".

Não se descarta para o cargo um promotor, um advogado ou um acadêmico. O julgamento do mensalão reforçou a defesa por um jurista criminal, área considerada sub-representada no STF.

O advogado Luís Roberto Barroso é um candidato forte. Ele se enquadra em outro critério visto como importante na definição do futuro ministro: tem perfil mais liberal.

Barroso atuou na ação para viabilizar pesquisas com células-tronco e na que tornou a união homoafetiva semelhante em direitos à união estável entre casais hétero. Ele também defendeu o italiano Cesare Battisti.

Outros cotados são Heleno Torres, Paulo Modesto, Benedito Gonçalves e Luiz Fachin.


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