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Editado por Fábio Zanini, espaço traz notícias e bastidores da política. Com Guilherme Seto e Danielle Brant

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Mulheres brasileiras vivem cenário de 'generocídio', diz Defensoria Pública da União

Nota técnica que será enviada ao Ministério das Mulheres traz propostas para orientar a divulgação responsável de casos de feminicídio

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Brasília

A DPU (Defensoria Pública da União) apresenta nesta sexta-feira (8) ao Ministério das Mulheres uma nota técnica com propostas para orientar a divulgação responsável de casos de feminicídio na imprensa e nas redes sociais, elaborada no contexto do Pacto Nacional de Prevenção aos Feminicídios.

O documento, enviado no Dia da Mulher, é assinado pela defensora nacional de Direitos Humanos, Carolina Castelliano, e pelas defensoras regionais de Direitos Humanos do órgão.

Defensoria Pública da União apresenta nota com propostas para divulgação de casos de feminicídio na imprensa - Getty Images

Segundo a DPU, a nota tem como objetivo apresentar uma política pública que estabeleça parâmetros mínimos para a divulgação desses casos na mídia. Conforme o documento, a proposta é "voltada para a promoção do direito humano mais básico das mulheres, o direito à vida".

"Para isso, parte-se da premissa de que mais do que a convivência com números alarmantes de feminicídio, as mulheres brasileiras vivenciam um cenário de generocídio, no qual o gênero feminino se configura não como um mero marcador social, mas como um alvo potencial de toda sorte de violência, inclusive a mais extrema de toda que é a eliminação da vida", indica o documento.

A nota destaca indicadores negativos sobre o tema no país, como o fato de o Brasil ter a quinta maior taxa de feminicídio do mundo, "com uma mulher sendo morta em razão de ser mulher a cada seis horas, isto é, quatro mulheres mortas todos os dias por suas condições de gênero."

Também lembra que sete em cada dez feminicídios têm como vítimas mulheres negras.

O objetivo é sensibilizar a mídia para evitar narrativas que fragilizam ainda mais a imagem da mulher. "Nesse aspecto, divulgações de imagens de mulheres mortas ou com os corpos violentados, além da descrição de cenas de violência praticadas, contribuem para um reforço de códigos de gêneros em que mulheres são destituídas de qualquer poder de agência, sendo transmudadas à condição de um objeto que sofre a ação de outrem, no caso de um homem", complementa o documento.

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