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Descrição de chapéu Obituário Leonardo Alonso Soler (1940 - 2022)

Mortes: Geleia para os amigos, era considerado o melhor impressor do país

Leonardo Alonso Soler foi pioneiro do sistema de impressão offset no Brasil

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São Paulo

O jeito mole para falar fez com que os amigos da Folha apelidassem Leonardo Alonso Soler de Geleia. E ele gostava.

No trabalho mostrava-se sempre muito exigente com a qualidade, sem deixar a alegria e a descontração de lado.

De fácil trato, Leonardo era o tipo de pessoa que ria das próprias desgraças, segundo o irmão, o jornalista Mário Soler. Ele também inspirou parte da família a trabalhar com comunicação.

Da direita para a esquerda, Leonardo Alonso Soler (1940-2022), o filho Aldo, o neto Vinicius e o bisneto José Felipe (ao centro) - Arquivo pessoal

Leonardo nasceu em Ida Iolanda, distrito de Nhandeara (a 509 km de São Paulo). Era o segundo mais velho entre os nove filhos do casal de imigrantes espanhóis Felix Alonso Garcia e Maria Soler Garcia.

Começou a trabalhar ainda criança em propriedades rurais. No início da década de 1960, mudou-se para São Paulo com a mulher, Adélia.

Na Folha, trabalhou de 1961 até 1992. Começou como auxiliar, na limpeza das máquinas da gráfica e chegou a coordenador operacional.

A habilidade para manusear as máquinas de impressão compensou o pouco estudo —apenas até o terceiro ano primário.

"Ele foi um dos pioneiros do sistema de impressão em offset no Brasil. Fez cursos de especialização nos Estados Unidos e pelo trabalho visitou, ainda, outros países como Peru, México, Chile e Japão", relata o advogado Aldo Cardenas Alonso, 60, seu filho.

"Em tempos tão confusos como os atuais, em que a desonestidade impera, meu pai deixou para nós que o trabalho, a dedicação e a honestidade valem a pena. Ensinou todos a se dedicarem e valorizarem o local onde se ganha o pão. A Folha foi a vida dele", finaliza Aldo.

"Ele era tido no meio gráfico como o melhor impressor do Brasil", afirma Mário.

Quando deixou o jornal, Leonardo mudou-se para São José do Rio Preto (a 438 km de São Paulo) e se dedicou à sua outra paixão: o xadrez. Jogou até três meses antes da morte.

Leonardo Alonso Soler morreu em 2 de julho, aos 82 anos, por complicações de um AVC. Sofria de Parkinson e Alzheimer.

Ele deixa a mulher, dois filhos, cinco netos e oito bisnetos.

coluna.obituario@grupofolha.com.br

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