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Brasil registra 276 mortes pela Covid-19 e tem queda na média móvel de óbitos

País já soma 160.548 vidas perdidas e 5,5 milhões de pessoas infectadas pelo Sars-CoV-2

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São Paulo

O Brasil registrou 276 novas mortes pela Covid-19 e 13.748 casos da doença, nesta terça-feira (3). Com isso, o país chegou a 160.548 óbitos e a 5.567.126 pessoas infectadas pelo novo coronavírus desde o início da pandemia.

Dados em finais de semana, feriados e após essas datas podem ser menores por atrasos de notificação nas secretarias de saúde.

Além dos dados diários do consórcio, a Folha também mostra a chamada média móvel. O recurso estatístico busca dar uma visão melhor da evolução da doença, pois atenua números isolados que fujam do padrão. A média móvel é calculada somando o resultado dos últimos sete dias, dividindo por sete.

De acordo com os dados coletados até as 20h, a média de mortes nos últimos sete dias é de 367, o que representa um cenário de estabilidade em relação à média de 14 dias atrás. Nas últimas semanas, o país esteve em situação de queda da média, retornando à situação de estabilidade nesta terça.

Os dados são fruto de colaboração inédita entre Folha, UOL, O Estado de S. Paulo, Extra, O Globo e G1 para reunir e divulgar os números relativos à pandemia do novo coronavírus. As informações são coletadas diretamente com as Secretarias de Saúde estaduais.

Todas as regiões do país apresentam queda na média móvel de mortes em relação a 14 dias atrás.

Pará e Santa Catarina são os dois únicos estados em que há aumento da média móvel de óbitos.

Amapá, Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Maranhão, Piauí e Sergipe se encontram em estabilidade da média móvel. Os demais estados e o Distrito Federal se encontram em queda.

Mortes nos estados

  • AC

    1 (total 727)

  • AL

    3 (total 2.344)

  • AM

    16 (total 4.912)

  • AP

    4 (total 814)

  • BA

    22 (total 8.315)

  • CE

    2 (total 9.640)

  • DF

    16 (total 3.955)

  • ES

    26 (total 4.322)

  • GO

    3 (total 6.389)

  • MA

    8 (total 4.313)

  • MG

    70 (total 10.121)

  • MS

    13 (total 1.793)

  • MT

    9 (total 4.161)

  • PA

    6 (total 6.933)

  • PB

    11 (total 3.316)

  • PE

    26 (total 9.082)

  • PI

    6 (total 2.650)

  • PR

    28 (total 6.188)

  • RJ

    81 (total 22.764)

  • RN

    9 (total 2.704)

  • RO

    12 (total 1.579)

  • RR

    5 (total 739)

  • RS

    73 (total 6.973)

  • SC

    46 (total 3.855)

  • SE

    4 (total 2.316)

  • SP

    166 (total 42.456)

  • TO

    3 (total 1.170)

O Brasil tem uma taxa de 76,6 mortos por 100 mil habitantes. Os Estados Unidos, que têm o maior número absoluto de mortos (232.484), e o Reino Unido (47.340), ambos à frente do Brasil na pandemia (ou seja, começaram a sofrer com o problema antes), têm 71,2 e 71,2 mortos para cada 100 mil habitantes, respectivamente.

O Brasil também já ultrapassou a taxa da Itália de mortes por 100 mil habitantes (65,2).

O México, que ultrapassou o Reino Unido em número de mortos e já contabiliza 92.100 óbitos, tem 73 mortes para cada 100 mil habitantes.

Na América do Sul, chama a atenção também o número de mortos por 100 mil habitantes do Peru: 107,8. O país tem 34.476 óbitos pela Covid-19.

A Índia é o terceiro país, atrás apenas de EUA e Brasil, com maior número de mortes pela Covid-19, com 123.097 óbitos. Lá, devido ao tamanho da população, a taxa proporcional é de 9,1 óbitos por 100 mil habitantes.

Na Argentina, onde a pandemia desembarcou nove dias mais tarde que no Brasil e que seguiu uma quarentena muito mais rígida, o índice é de 71,1 mortes por 100 mil habitantes (31.623 óbitos).

Já os dados divulgados pelo Ministério da Saúde no início da noite desta terça-feira (3) apontam 11.843 novos casos confirmados de Covid-19 nas últimas 24h, com 243 novas mortes. Com isso, o balanço federal já contabiliza 5.566.049 casos da doença desde o início da epidemia no país, ainda no fim de fevereiro, chegando também a 160.496 mortes. Há, ainda, 2.316 mortes em investigação, informa o ministério.

A iniciativa do consórcio de veículos de imprensa ocorre em resposta às atitudes do governo Jair Bolsonaro (sem partido), que ameaçou sonegar dados, atrasou boletins sobre a doença e tirou informações do ar, com a interrupção da divulgação dos totais de casos e mortes. Além disso, o governo divulgou dados conflitantes.​​​​

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