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Bienal de Arquitetura de Veneza é cortada pela metade por causa do coronavírus

Evento, que aconteceria a partir de maio, teve início adiado para o segundo semestre

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São Paulo

Motivada pela epidemia de coronavírus, a Bienal de Arquitetura de Veneza anunciou, nesta quarta (4), novas datas para a sua edição deste ano.

A mudança faz com que o evento tenha apenas metade de sua duração usual —em vez de acontecer entre 23 de maio e 29 de novembro, ela agora só terá início em 29 de agosto.

Bienal de Veneza, 2018 - Divulgação

Segundo nota publicada no site da organização, as novas datas são consequência de medidas que restringem viagens internacionais adotadas por diversos governos nas últimas semanas.

"Esse período de tempo coincide com a delicada fase inicial de montagem de uma exposição internacional complexa, caso da Bienal de Arquitetura, que envolve arquitetos e instituições de mais de 60 países", afirma o comunicado.

Responsável pelo pavilhão do Brasil na mostra, a Fundação Bienal de São Paulo confirmou o recebimento das instruções de Veneza.

Este ano, eles levam para o evento o escritório mineiro Arquitetos Associados, por trás, entre outros, das galerias de Claudia Andujar e de Miguel Rio Branco, no Instituto Inhotim, em Brumadinho (MG). O grupo colabora com o designer Henrique Penha, que tem no currículo passagens pela Apple e pela Oculus VR, de realidade virtual, na criação do pavilhão.

Com as novas datas, a mostra é adicionada ao rol de eventos internacionais impactados pela epidemia do coronavírus, uma lista que no campo da cultura inclui feiras de livros em Bolonha, Paris e Londres, além do Salão Internacional do Móvel em Milão.

A mudança também faz com que a abertura da mostra aconteça alguns dias antes do Festival de Cinema de Veneza, com início no dia 2 de setembro.

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