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Estudos para leilão de térmica no Nordeste são insuficientes, diz ONS

Leilões regionais podem gerar impacto no preço da energia em até R$ 2 bilhões

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Rio de Janeiro

O diretor-geral do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), Luiz Eduardo Barata, defende a realização de estudos mais aprofundados antes de optar por leilões regionais para a contratação de usinas térmicas.

“Os estudos são insuficientes”, afirmou. Ele diz que há alternativas que podem ser mais eficientes, como a instalação de turbinas em usinas hidrelétricas já em operação, mas não estão sendo consideradas na proposta do leilão.

A realização de leilões regionais é defendida pelo MME (Ministério de Minas e Energia), mas criticada por grandes consumidores pelo risco de impacto no preço da energia em até R$ 2 bilhões. Ganhou apoio da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis) e do setor de gás natural.

A possibilidade de leilão regional, que não está prevista nas regras do setor elétrico brasileiro, foi colocada em consulta pública pelo governo. Em sua contribuição ao processo, o ONS defendeu a realização de estudos. “Os estudos têm que ser feitos com cautela”, reforçou Barata.

“Se é um projeto que só vai entrar em operação daqui a cinco anos, tanto faz comprar [a energia do leilão] agora ou em abril”, comentou o diretor-geral do ONS, em entrevista durante evento da FGV Energia, questionando a urgência do governo para definir o tema.

O MME defende que a construção de térmicas no Nordeste reduziria o custo da energia, ao substituir usinas a óleo que terão os contratos vencidos no início da próxima década, e ajudaria a fomentar o mercado de gás na região.

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