Com 78 anos de atraso, brasileiro sobrevivente do Holocausto celebra bar mitzvah; veja vídeo

Cerimônia marca a maioridade religiosa dos meninos judeus e costuma ocorrer aos 13 anos

Isabella Faria
São Paulo
Aos 91 anos, o brasileiro Andor Stern alcançou a maioridade segundo a tradição judaica na última segunda-feira (11), no Memorial do Holocausto, no Bom Retiro. Apesar do atraso de 78 anos, sua cerimônia de bar mitzvah seguiu todas as tradições: leitura pública da Torá, xale sobre os ombros e a fita sagrada tefilin sendo enrolada no antebraço, cobrindo os dígitos 169S8.

A tatuagem não deixa dúvida dos 13 meses que Andor passou como prisioneiro do campo de concentração de Auschwitz, localizado em território polonês ocupado pela Alemanha, em 1944. No ano seguinte, os prisioneiros foram libertados por soldados aliados; Andor estava com 17 anos e pesava 28 quilos.

Em contraste com os horrores que passou na guerra, seu bar mitzvah terminou com música, abraços e autógrafos. A vida de Andor rendeu o livro "Uma Estrela na Escuridão", de Gabriel Davi Pierin, que deve virar um filme, em breve.

Andor Stern, único sobrevivente brasileiro do Holocausto e que experimentará, no próximo dia 11, a mesma emoção dos adolescentes judeus: fazer um bar mitzvah - 07.nov. - Adriano Vizoni/Folhapress

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