PM morta na Bahia tinha medida protetiva contra ex-marido desde julho

Principal suspeita é de feminicídio; Rafaella Gonçalves, 38, era conhecida por postar fotos com armas no Instagram

Salvador

A policial militar Rafaella Gonçalves, 38, morta em Ibotirama, no oeste da Bahia, tinha desde o dia 11 de julho uma medida protetiva que determinava que o seu ex-marido, o também policial militar Edson Salvador Ferreira de Carvalho, não se aproximasse.

Rafaella foi encontrada morta em sua casa nesta segunda-feira (5) ao lado do corpo do ex-marido, que teria cometido suicídio após matá-la. A principal suspeita é de feminicídio.

De acordo com a Polícia Civil da Bahia, testemunhas foram ouvidas nesta terça-feira (6) e a principal linha de investigação é a de que o soldado não aceitava o fim do relacionamento.

As duas filhas da vítima, de 3 e 7 anos, estavam na residência no momento do crime, mas não sofreram ferimentos.

Policial segura uma arma
A policial Rafaella Gonçalves tinha mais de 70 mil seguidores no Instagram ORG XMIT: L1M6eBscdVNdI1HahkRx - Reprodução / Facebook

A soldado Rafaella Gonçalves fazia parte da 28ª Companhia Independente de Polícia em Ibotirama e era conhecida por publicar detalhes de sua rotina no combate ao crime no Instagram, onde tinha mais de 70 mil seguidores.

Também costumava divulgar postagens em que aparecia posando para fotos carregando armas ou vídeos em que treinava tiros.

Segundo informações da polícia, o crime ocorreu por volta das 12h30. Não foram divulgados detalhes sobre armas utilizadas.

Suspeito de ter cometido o crime, o soldado Edson Salvador Ferreira de Carvalho, trabalhava na Companhia Independente de Policiamento Especializado.

No início da noite de segunda, dezenas de moradores de Ibotirama fizeram uma homenagem à policial no pátio da 28ª Companhia Independente de Polícia. As pessoas levaram flores, cartazes e balões para a despedida, e fizeram orações e discursos com falas sobre Rafaella.

Levantamento recente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostrou aumento nos índices de feminicídio. Os dolosos, quando há a intenção de matar, saltaram 7,1% em maio —de 127, em 2019, para 136, em 2020.

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