Menina de 9 anos morre com tiro acidental de arma do pai em SP, segundo a polícia

Registro policial aponta que revólver estava enrolado em edredom que caiu de cima do armário e disparou

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São Paulo

Uma menina de 9 anos morreu na madrugada deste domingo (14) ao ser atingida por um disparo da arma do pai, em Bragança Paulista, interior de São Paulo. O homem foi preso em flagrante por porte ilegal de arma, mas acabou solto após audiência de custódia na Justiça.

De acordo com o boletim de ocorrência, Alexandre Lara de Arruda Penteado, 53, pai da vítima, identificada como Jéssica, mantinha uma arma em casa, guardada enrolada em um edredom antigo, em cima do armário.

Revolver 38, o mesmo calibre que matou a menina Jéssica, 9, em Bragança Paulista (SP) - Fabio Braga - 22.set.2011/Folhapress

Os pais da menina são separados. Por volta de 1h, Jéssica e a mãe foram até a casa de Alexandre, no Jardim São Marcelo, para que a menina ficasse com o pai.

Ainda segundo o registro policial, a mulher foi pegar uma coberta e acabou pegando no edredom, a arma caiu e disparou acidentalmente atingindo Jéssica, que estava no quarto.

Os pais levaram a filha para a Santa Casa de Itatiba, mas ela não resistiu. De acordo com o registro policial, a médica que atendeu a criança explicou que o disparo atingiu o abdômen da menina.

Abalada, a mãe precisou ficar internada.

Na residência foram encontrados 13 cartuchos calibre 12, 54 projéteis calibre 38, uma projétil calibre 22, e uma cápsula deflagrada calibre 38, além do revólver calibre 38.

O delegado Guilherme Figueiredo, da Delegacia Seccional de Bragança Paulista, decidiu pela prisão em flagrante.

Ainda de acordo com o delegado, houve negligência no armazenamento do revólver.

"O agente supostamente mantinha em sua posse uma arma de fogo de uso permitido sem o devido registro. A referida arma era armazenada de forma negligente e ao ser manuseada de forma imprudente, foi efetuado disparo, supostamente acidental, que vitimou Jéssica", afirmou no registro.

O caso foi registrado como homicídio e posse irregular de arma de fogo.

Não foi informado se Alexandre apresentou defesa.

Na audiência de custódia realizada no domingo, foi concedida a liberdade provisória ao pai da menina, independentemente de fiança, cumulada.

Contudo, a Justiça determinou comparecimento trimestral em juízo, para informar e justificar suas atividades, proibição de acesso ou frequência a bares e casas noturnas e de se ausentar injustificadamente da comarca por mais de sete dias.

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