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Devo procurar um psicólogo ou um psiquiatra? Qual o momento ideal?

O trabalho de profissionais da saúde mental não se restringe a transtornos e abrange comportamento humano

São Paulo

Em meio a aflições ou possíveis problemas emocionais e relacionados à mente, surge a questão: vou atrás de um psicólogo ou de um psiquiatra?

E a resposta é que não há resposta certa. Segundo especialistas, o melhor dos cenários é que o tratamento do transtorno seja conjunto, de modo complementar.

Mais importante do que quem procurar, porém, é o momento da procura por ajuda, afirma Rodrigo Acioli, conselheiro do Conselho Federal de Psicologia. 

Divã com balão de diálogo feito de arame pela artista Simone Grecco
Divã com balão de diálogo feito de arame pela artista Simone Grecco - Eduardo Knapp/Folhapress

A hora certa é: quando um problema, independente do tamanho ou da complexidade, começa a atrapalhar atividades e a relação da pessoa com o dia a dia, com o trabalho e com pessoas queridas.

"É quando a pessoa percebe que não vai dar conta, que está começando a ter um gasto de energia considerável", diz Acioli. "Quanto mais ela espera e vai deixando a prevenção de lado, maior a probabilidade de ter que medicalizar e ter gastos maiores com isso. Não tenha medo de enfrentar."

Ambos os profissionais podem utilizar a psicoterapia para tratar pacientes, mas somente os psiquiatras podem receitar medicamento. 

Mas, diz o especialista, se a tristeza não tem nenhum motivo e se do nada a pessoa se vê muito triste ou muito alegre, com mudanças repentinas de humor, o processo pode estar ligado a disfunções biológicas que necessitem de intervenção psiquiátrica.

Antônio Geraldo da Silva, presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria, diz ainda que o trabalho de psicólogos é voltado ao comportamento humano e, portanto, pode ou não ser relacionado a doenças mentais.

"No meu consultório, 90% não têm nenhum transtorno mental. São outras questões que tomam conta e para as quais a pessoa precisa de ajuda", diz Acioli, Segundo ele, ainda há um tabu em relação ao tratamento psicológico, mesmo com mais discussões sobre o tema.

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