Isaquias Queiroz busca nova façanha no Mundial de canoagem

Ouro nesta sexta, ele disputa final da prova de 1.000 m como um dos favoritos

São Paulo

O canoísta brasileiro Isaquias Queiroz, 24, buscará neste sábado (25) mais um feito histórico no Campeonato Mundial de canoagem velocidade, que está sendo realizado em Montemor-o-Velho, em Portugal. 

O atleta baiano, principal destaque individual do Brasil na Olimpíada Rio-2016, quando conquistou três medalhas, disputará, a partir das 8h11, a prova do C1 1.000 m na condição de um dos favoritos.

Isaquias Queiroz conquistou o ouro na prova C1 500m no Mundial de Canoagem em Montemor-o-Velho, Portugal
Isaquias Queiroz conquistou o ouro na prova C1 500m no Mundial de Canoagem em Montemor-o-Velho, Portugal - Rodolfo Vilela/ME/Folhapress

O brasileiro chegará embalado depois de ter conquistado pela terceira vez o título mundial do C1 500 m, nesta sexta-feira (24), repetindo os feitos de 2013 e 2014.

A principal diferença é o peso das provas. O C1 1.000 m integra o programa dos Jogos Olímpicos, mais valorizado no universo esportivo do que o C1 500 m, que embora seja uma conquista importante, tem relevância mais restrita à modalidade.

Foi no C1 1.000 m que Isaquias Queiroz ganhou uma de suas três medalhas olímpicas nos Jogos de 2016, a de prata. As outras vieram no C2 1.000 m (também de prata), em parceria com Erlon de Souza, e no C1 200 m (bronze).

Caso o ouro venha neste sábado, o baiano também reforçará a condição de um dos maiores atletas do país e o maior nome do Brasil na canoagem velocidade. Até agora, Isaquias já acumula oito medalhas em Mundiais.

Além dos três ouros no C1 500 m, ele tem um título mundial na C2 1.000 m, ao lado de Erlon de Souza, obtido no Mundial de 2015. O baiano ganhou outras quatro medalhas, todas de bronze: duas no C1 1.000m (2013 e 2017), uma no C2 200 m (2014) e outra no C1 200 m (2015).

Para ganhar sua nona medalha, ele terá mais uma vez que superar seus principais rivais na modalidade, o alemão Sebastian Brendel (vice no C1 500 m) e o tcheco Martin Fuksa (bronze nesta sexta).

Logo após deixar a raia em Montemor-o-Velho, Isaquias Queiroz já tinha consciência da dificuldade que terá para ganhar uma nova medalha de ouro neste Mundial. "Agora é descansar para ganhar desses monstros no C1 1.000 m", disse ao SporTV, apontando para Brendel e Fuksa.

Isaquias Queiroz comemora a medalha de ouro no C1 500 m do Mundial de canoagem velocidade
Isaquias Queiroz, medalha de ouro na prova C1 500 no Mundial de canoagem velocidade em Montemor-o-Velho (Portugal), ao lado de Sebastian Brendel (esq) e Martin Fuksa - Rodolfo Vilela/ME

A vitória sobre Brendel nesta sexta-feira teve um sabor especial. O alemão havia sido seu algoz na Olimpíada do Rio-2016, quando ficou com o ouro no C1 1.000 m.

A relação entre os dois, porém, está longe de ser marcada por rivalidades. Os dois se dão muito bem, a ponto de Isaquias ter batizado seu filho com o nome de Sebastian, em homenagem ao alemão.

A vitória na C1 500 m foi confirmada nos metros finais da prova. O brasileiro chegou a ficar atrás em uma parte da competição, mas reagiu na altura dos 250 m, quando assumiu a primeira colocação. Brendel tentou uma reação no final, mas acabou ficando 0,293s atrás de Isaquias.

"Ser o melhor do mundo é uma coisa que não tem preço. Esse resultado também é consequência de todo o nosso treinamento", afirmou o brasileiro após a prova, enaltecendo o trabalho do treinador espanhol Jesus Morlán, principal responsável pela revolução ocorrida na canoagem brasileira nos últimos anos.

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