Del Potro encara Djokovic na final nove anos após título nos EUA

Aberto dos Estados Unidos de 2009 é o único troféu do argentino em Grand Slams

Bruno Rodrigues
São Paulo

O argentino Juan Martin Del Potro e o sérvio Novak Djokovic disputarão neste domingo (9), em Nova York, às 17h (de Brasília), a decisão do Aberto dos EUA.

Del Potro retorna à final nove anos depois de ter conquistado o troféu da competição, seu único em Grand Slams.

Nova conquista nas quadras americanas poderá coroar o bom momento do argentino, que nunca havia ficado entre os três melhores do mundo anteriormente na carreira. Hoje, Del Potro ocupa a terceira posição no ranking da ATP (Associação dos Tenistas Profissionais).

Atualmente, o argentino Juan Martin Del Potro é o número 3 do ranking da ATP
Atualmente, o argentino Juan Martin Del Potro é o número 3 do ranking da ATP - Sarah Stier/Getty Images/AFP

Sua caminhada até a final representa também a superação após o drama de seguidas lesões nos punhos. Desde 2010, o atleta passou por quatro cirurgias (uma no punho direito e três no esquerdo).

Na sexta (7), Del Potro superou Rafael Nadal para chegar à decisão. Após ver o adversário vencer os primeiros dois sets por 7/6 (7-3) e 6/2, o espanhol abandonou a partida com dores no joelho direito.

“Não gostaria de ter vencido desta forma. Rafa (Nadal) é o maior lutador do nosso esporte, não é bom vê-lo sofrer desta maneira”, afirmou Del Potro após a vitória.

O joelho já havia incomodado o espanhol no primeiro set, quando ele pediu atendimento médico. Ao término do segundo set, deu por encerrada sua participação no torneio.

No Aberto da Austrália deste ano, o atual líder do ranking mundial também havia abandonado a competição por problemas físicos, nas quartas.

Para Del Potro, o reencontro com Novak Djokovic certamente traz à memória o grande triunfo na Olimpíada de Londres, em 2012, quando ambos duelaram pela medalha de bronze.

Na semifinal, o argentino fez um confronto de 4h26min contra Roger Federer —que ficaria com a medalha de prata— no jogo que estabeleceu o recorde de duração em melhor de três sets na Era Aberta (disputada a partir de 1968).

Na disputa pelo bronze, superou o sérvio por 2 sets a 0, com parciais de 7/5 e 6/4. Assim que confirmou a vitória, Del Potro ajoelhou-se na grama de Wimbledon, cobriu o rosto com as mãos e começou a chorar, emocionado.

Número 6 do mundo, Novak Djokovic teve uma vitória relativamente tranquila contra o japonês Kei Nishikori. O sérvio venceu por 3 sets a 0, parciais de 6/3, 6/4 e 6/2.

O tenista disputará sua oitava final de Aberto dos EUA, torneio que já conquistou em duas oportunidades: 2011 e 2015. Sua última decisão no Grand Slam americano foi em 2016, quando perdeu para o suíço Stanislas Wawrinka e ficou com o segundo lugar.

No ano passado, o sérvio não disputou a competição em razão de uma lesão no cotovelo direito que o tirou do restante da temporada.

Em 2018, Djokovic já faturou o título de Wimbledon. Com a conquista nos Estados Unidos, ele poderá igualar o norte-americano Pete Sampras em número de Grand Slams, com 14 conquistas.

“Os Grand Slams são os maiores eventos de tênis, então os jogadores sempre querem jogar melhor nesses torneios. Tenho grandes finais, especialmente nesta quadra, algumas semifinais também foram jogos memoráveis. Jogar aqui e nesses torneios me dá muita força. Eu estou trabalhando duro para chegar ainda mais longe, subir a montanha. Não vejo limites, vou indo e curtindo meu tênis”, afirmou o sérvio após a vitória sobre Nishikori na sexta.

O retrospecto de Djokovic contra Del Potro é amplamente favorável ao europeu, com 14 vitórias em 18 jogos.

“Nunca nos enfrentamos numa final de Grand Slam. Ele é um grande cara, muito respeitoso, sempre dá muito duro. Vai ser um grande confronto”, afirmou Djokovic.

Na TV
Final masc. do Aberto dos EUA
17h, ESPN e SporTV 3

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