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03/08/2006 - 14h51

Delgado diz que empresário poupa parlamentares que devem dinheiro

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FELIPE RECONDO
da Folha Online, em Brasília

O deputado Júlio Delgado (PSB-MG) afirmou nesta quinta-feira que o empresário Luiz Antônio Trevisan Vedoin, acusado de liderar o esquema de compra superfaturada de ambulâncias, poupa, em seu depoimento à CPI dos Sanguessugas, alguns parlamentares porque estes estariam devendo dinheiro a ele e que os recursos seriam cobrados posteriormente na Justiça.

Luiz Antônio é sócio de Darci Vedoin na Planam, empresa suspeita de pagar propina para os parlamentares apresentarem emendas ao Orçamento propondo a compra de ambulâncias para prefeituras.

Os recursos do empresário seriam uma forma de adiantamento por emendas apresentadas que favoreceriam a Planam ou empréstimos para campanhas eleitorais.

Haveria casos, de acordo com Delgado, de empréstimos no valor de R$ 250 mil a R$ 300 mil. Durante o depoimento de hoje, Luiz Antônio afirmou que ainda tem a expectativa de receber o dinheiro dos parlamentares.

Ainda no depoimento, o empresário citou novos nomes tanto de parlamentares, como disse o vice-presidente da CPI, deputado Raul Jungmann (PPS-PE), como de funcionários de governo e prefeituras que teriam contribuído com a Planam.

Segundo a senadora Heloísa Helena (PSOL-AL), Luiz Antônio teria solicitado à Justiça de Cuiabá (MT) novo depoimento para que esses nomes fossem incluídos.

Contato

Delgado disse que o empresário sanguessuga teria mantido contato com o governador do Piauí, Wellington Dias (PT), onde pretendia atuar, e com a Secretaria de Saúde do Mato Grosso do Sul, onde também queria manter negócios.

No Piauí, o contato não vingou. Já no Mato Grosso do Sul R$ 6 milhões foram empenhados, mas a Planam não chegou a receber os recursos por conta da operação da Polícia Federal, que desmontou a quadrilha.

Luiz Antônio deveria depor ontem na sede da Polícia Federal em Brasília, mas não compareceu.

O juiz Jefferson Schneider, da Justiça Federal de Cuiabá, no Mato Grosso, determinou que o empresário comparecesse ao depoimento de hoje sob pena de voltar a ser preso. Ele está solto após se beneficiar da delação premiada.

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