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29/08/2006 - 18h36

Quércia critica Alckmin e FHC e diz que Lula é um "político extraordinário"

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TATHIANA BARBAR
da Folha Online

O ex-governador Orestes Quércia, 68, candidato do PMDB ao governo de São Paulo, criticou nesta terça-feira o candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, é um "político extraordinário".

"Em quatro anos, ele aprendeu muito. Lula é uma figura política extraordinária, que tem oposição, mas deu a volta por cima. Lula tem sentimento, sabe se expor, falar. Alckmin é frio. Eu admiro o Lula", disse durante sabatina da Folha.

O candidato foi entrevistado pelo secretário de Redação da Folha Vaguinaldo Marinheiro, o editor de Brasil, Fernando de Barros e Silva, e os colunistas da Folha Mônica Bergamo e Gilberto Dimenstein.

Quércia, no entanto, evitou dizer se o presidente sabia ou não do mensalão e das denúncias de corrupção no governo. "A população acha que ele não sabia, eu não sei se sabia ou não."

Rogério Cassimiro/FI
O candidato do PMDB ao governo de SP, Orestes Quércia, durante sabatina da Folha
O candidato do PMDB ao governo de SP, Orestes Quércia, durante sabatina da Folha
Sobre antigas declarações do peemedebista, de que Lula não sabia administrar nem carrinho de pipoca, Quércia ficou sem graça e disse apenas que hoje o presidente, depois de quatro anos, aprendeu a administrar.

Política econômica

Apesar de elogiar o presidente Lula, o ex-governador criticou a política econômica do governo federal. Segundo ele, o país está parado, precisa crescer e se desenvolver.

"Me sinto um empresário, do ramo do café. Não ia sair candidato, mas dizem que na política tem porta de entrada, mas não tem de saída. Tenho preparo, experiência para governar. Vou ajudar São Paulo e o país."

O peemedebista afirmou também que pretende ajudar o PMDB a se organizar em nível nacional, já que a legenda está rachada.

Sanguessugas

Sobre membros de seu partido envolvidos com o esquema dos sanguessugas, o candidato defendeu que eles saiam do PMDB. "Eu apoio que eles deixem o partido. Se não saírem, que a Justiça providencie."

Na ocasião da declaração, Quércia aproveitou para criticar o governo Fernando Henrique Cardoso. "Esse negócio de emenda [o esquema teve origem nas emendas parlamentares ao Orçamento da União] começou no governo FHC. E Lula continuou tudo do governo FHC."

No entanto, o candidato afirmou que aceitaria os dois no seu palanque. "Apoio não se renega. Eu aceito o Lula, o FHC. Apoio é sempre bem-vindo."

Segurança pública

Quércia afirmou que o governo de São Paulo negociou com o crime organizado e perdeu a autoridade. "Estamos vivendo um drama por causa da fraqueza do governo, que negociou com o crime organizado e perdeu a autoridade. Queremos restabelecer esta autoridade para controlar a situação."

O candidato disse ainda que, se eleito, vai aceitar a colaboração do governo federal para melhorar a questão da segurança pública no Estado.

Segundo o peemedebista, outra decisão importante em seu governo será fechar a Secretaria de Administração Penitenciária, que está conflitando com a Secretaria de Segurança Pública, e criar novamente a Secretaria do Menor.

"12 anos de governo do PSDB e não souberam resolver a situação da segurança pública", disse o candidato, afirmando que a hipótese cogitada de parceria com o PSDB só foi feita porque ele "ia lá para melhorar" o partido.

Caixa dois

Sobre a nova exigência da lei eleitoral, que obriga os candidatos a prestar contas duas vezes antes das eleições, para coibir as doações irregulares, Quércia disse que é possível fazer campanha sem caixa dois, mas que sempre houve o caixa dois nas campanhas.

Segundo ele, nunca se cumpria a obrigação de prestar contas de tudo durante a campanha. "Mas na minha campanha está tudo certo, tudo direitinho, como já falaram na imprensa."

Homossexuais

Quércia defendeu que casais homossexuais não adotem filhos. "Eu sou contra, não condeno, mas sou contra. É uma questão de formação, de valores, mas não tenho nada contra os homossexuais."

Sabatinas

O peemedebista abriu hoje o ciclo de sabatinas da Folha com os principais candidatos ao governo de São Paulo. Amanhã, o entrevistado será o senador Aloizio Mercadante (PT). José Serra (PSDB), ex-prefeito da capital, na quinta-feira, encerrará o ciclo com os candidatos de São Paulo.

As sabatinas serão realizadas no Teatro Folha (shopping Pátio Higienópolis, av. Higienópolis, 618, piso 2), das 15h às 17h. Os entrevistadores serão o secretário de Redação da Folha Vaguinaldo Marinheiro, o editor de Brasil, Fernando de Barros e Silva, e os colunistas da Folha Mônica Bergamo e Gilberto Dimenstein.

As inscrições em São Paulo podem ser feitas pelo telefone 0/xx/11/3224-3473, de segunda a sexta-feira, das 14h às 20h. É preciso informar nome completo, RG e telefone.

Na primeira semana de setembro, a Folha sabatinará os principais candidatos à Presidência da República. Heloísa Helena (PSOL) será sabatinada no dia 4/9, e Geraldo Alckmin (PSDB), no dia 5/9. O presidente Lula (PT) ainda não confirmou sua participação.

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