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16/09/2006 - 11h30

Polícia Federal prende tio de empresário sanguessuga em Cuiabá

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da Folha Online

A Polícia Federal prendeu na manhã deste sábado Paulo Roberto Dalcol Trevisan, tio do empresário Luiz Antônio Vedoin --acusado de chefiar a máfia dos sanguessugas-- em Cuiabá. De acordo com PF, ele é acusado de ocultação de provas.

Trevisan já havia sido ouvido ontem pela PF, depois de tentar embarcar de Cuiabá para São Paulo com fotos e vídeos que mostrariam o envolvimento dos candidatos tucanos José Serra e Geraldo Alckmin com a máfia dos sanguessugas.

Segundo a PF, Trevisan só foi liberado ontem porque não havia mandado de prisão contra ele. Na noite de ontem, a Justiça expediu o documento ele foi detido em casa, por volta das 6h.

Depoimento anterior de Trevisan desencadeou uma operação que culminou com a prisão de Vedoin, também em Cuiabá, e de Valdebran Padilha e Gedimar Pereira Passos, em São Paulo, que estavam com R$ 1,7 milhão --R$ 1,168 milhão e mais US$ 248 mil. Os dois também tiveram as prisões temporárias decretadas.

Segundo fontes da PF, Passos e Padilha comprariam as fotos e vídeos contra Serra e Alckmin de Vedoin. Padilha foi tesoureiro do PT em Mato Grosso e Passos, ex-agente da PF, se apresentou como advogado do PT naquele Estado.

Revista

Reportagem da revista "IstoÉ", que chega neste final de semana às bancas, traz entrevista de Vedoin, onde afirma que o esquema de compra superfaturada de ambulâncias teria começado quando Serra era ministro da Saúde do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

"Naquela época, a bancada do PSDB conseguia aprovar tudo e, no ministério, o dinheiro era rapidamente aprovado", disse Vedoin para a revista.

Conforme os Vedoin, do total de 891 ambulâncias comercializadas pela Planam entre 2000 e 2004, 681 tiveram verba liberada até 2002, durante a gestão de Serra e Barjas Negri.

Reação

Serra chamou de "baixaria" a suposta tentativa do sócio da Planam, Luiz Antônio Vedoin, de vender denúncias de que o esquema da máfia dos sanguessugas foi beneficiado durante a gestão do tucano como ministro da Saúde.

"O que eu sei é que a Polícia Federal deteve gente transportando R$ 1,7 milhões destinados a pagar uma baixaria de campanha que estão fazendo contra a minha candidatura", afirmou ele, em uma rápida declaração concedida ao "Jornal Nacional", da Rede Globo.

Alckmin cobrou explicações do caso. "O fato grave que precisa ser investigado é o crime, o vale-tudo que nós estamos vendo por parte do PT."

O presidenciável disse não temer que possa aparecer foto sua com alguém da Planam. "Isso não vai acontecer, não tem foto nenhuma. Aliás, é dever mostrar o que tiver, mostrar foto, mostrar documentos. A sociedade exige isso, nós exigimos isso: apresentem, mostrem", disse.

Segundo Alckmin, o caso revela chantagem e corrupção. 'O fato é que são criminosos fazendo chantagem, querendo confundir a opinião pública, corrompendo pessoas', afirmou.

CGU

O ministro Jorge Hage (Controladoria Geral da União) disse nesta sexta-feira que a denúncia dos Vedoin contra Serra não é a única prova de participação do ex-ministro da Saúde (1998 a 2002) no escândalo dos sanguessugas.

"As acusações sobre o governo anterior não estão só apoiadas nos depoimentos dos Vedoin, existem documentos, e depoimentos de parlamentares que fazem acusações ao então secretário-executivo e ao ministro [José Serra]", disse o ministro.

Com Folha de S.Paulo

Leia mais
  • Serra chama de "baixaria de campanha" à tentativa de vender denúncias
  • Suposto comprador de material contra Serra é filiado ao PT desde 2004
  • Alckmin diz que Vedoin não tem credibilidade para acusar Serra

    Especial
  • Leia o que já foi publicado sobre Luiz Antônio Vedoin
  • Leia a cobertura completa sobre a máfia dos sanguessugas
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