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29/05/2005 - 09h01

Parada Gay quer levar hoje 2 milhões à Paulista

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FAUSTO SALVADORI FILHO
do Agora

A 9ª edição da Parada do Orgulho GLBT (Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros) quer bater o próprio recorde e reunir pelo menos 2 milhões de pessoas hoje na avenida Paulista --um público mil vezes maior do que o da primeira parada, realizada em 1997.

O número esperado é o mesmo atingido pela Marcha para Jesus na última quinta-feira, embora os organizadores de ambos os eventos neguem qualquer intenção de "competição".

No ano passado, o evento atraiu 1,8 milhão de pessoas. Destas, 400 mil eram turistas, que movimentaram cerca de R$ 200 milhões num fim de semana. O presidente da São Paulo Turismo, Caio Luiz de Carvalho, afirma que a parada já é "um dos principais eventos turísticos da capital". Segundo ele, o Carnaval e a Fórmula-1, juntos, atraem cerca de 80 mil turistas.

Apesar do sucesso econômico, Reinaldo Pereira Damião, presidente da Associação do Orgulho GLBT, reafirma que o principal objetivo do evento continua a ser a militância política pelos direitos civis dos homossexuais.

O tema da festa deste ano é "Parceria Civil Já". Os militantes lembram que o projeto de lei que prevê a união civil de homossexuais, proposto pela então deputada Marta Suplicy (PT), está há mais de dez anos parado no Congresso. A ex-prefeita de São Paulo Marta é uma das convidadas da parada, que também deve contar com a presença do atual prefeito, José Serra (PSDB).

Uma das novidades deste ano é o carro do Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal, entidade que pela primeira vez participa da Parada. "Os gays têm muito carinho pelos animais", justifica Andrea Temerario, presidente de uma das ONGs do Fórum. "As pessoas têm de aprender a respeitar o próximo, seja ele um animal ou uma pessoa com outra opção sexual", afirma a apresentadora Luiza Mell, que estará no carro do Fórum, ao lado de militantes vestidos de bichinhos.

O evento começa com um show às 11h, e os 24 trios elétricos começam a sair por volta de 14h, passando pela avenida Paulista e Consolação. Devido às obras na praça da República não haverá um show de encerramento no local, como em outros anos.

Apesar do sucesso, os organizadores afirmam que ainda enfrentam dificuldades para conseguir patrocínio junto à iniciativa privada.

"Ainda enfrentamos o preconceito na hora de buscar recursos", reclama Ana Sakamoto, que ajudou a captar patrocínios para a associação.

No ano passado, a saída de um dos patrocinadores, na última hora, deixou uma dívida de R$ 150 mil. Neste ano, a organização obteve apenas um patrocinador privado, a Globosat. A maior parte dos custos foi bancada pela prefeitura e pelo governo federal.

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