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22/07/2005 - 15h27

Ex-PMs acusados de atuar em chacina de Vigário Geral alegam inocência

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da Folha Online

Os ex-policiais militares José Fernandes Neto e Paulo Roberto Alvarenga, alegaram inocência quanto às acusações de envolvimento na chacina de Vigário Geral (zona norte do Rio), de 1993, durante o julgamento que acontece desde as 9h desta sexta-feira, no 2º Tribunal do Júri.

Na ocasião, cerca de 50 homens encapuzados invadiram a favela e atiraram contra moradores, matando 21. O crime foi motivado por vingança já que quatro PMs haviam sido mortos dois dias antes, no mesmo bairro.

O júri foi interrompido das 13h às 14h, para o almoço. Testemunhas do processo --Denizar Quintas dos Santos, Pedro Paulo Abreu, Valmir Alves Brum e Ivan Custódio Barbosa de Lima-- estão sendo ouvidas pelos jurados a pedido da Defensoria Pública, que representa os réus, de acordo com o TJ (Tribunal de Justiça).

Alvarenga

Em abril de 1997, Alvarenga foi condenado a 449 anos e 8 meses de prisão. Por meio de um habeas corpus, ele obteve reconhecimento de crime continuado e foi condenado por apenas um homicídio. O STF (Supremo Tribunal Federal), então, reduziu a pena para 57 anos. Sua defesa recorreu, alegando que a pena deveria ser inferior a 20 anos.

Em seu depoimento, que durou cerca de 50 minutos, ele disse que não conhecia as vítimas nem sabia quem havia participado da chacina.

Disse que chegou em casa por volta das 19h30 no dia do crime e que só saiu na manhã seguinte, às 8h, para trabalhar. O ex-PM disse ainda que trabalhou dois dias antes, quando os colegas foram mortos, e estava no primeiro carro que chegou, ainda segundo o TJ.

Naquele dia, antes de voltar para casa, ele ainda teria comparecido ao enterro do sargento Ailton, no Cemitério do Inhaúma. Foi à sua proximidade com o sargento que atribuiu as acusações. Ele também negou que tenha fugido ao afirmar que não soube até 2002 que seu alvará de soltura, concedido no dia 7 de setembro de 2001, havia sido cassado.

Fernandes Neto

Fernandes Neto, preso desde 3 de setembro de 1993, também passa por seu segundo julgamento. Em 20 de setembro de 2000, ele foi condenado a 45 anos de prisão. Também negou qualquer envolvimento com a chacina, em seu depoimento.

Ele diz ter sido absolvido de todas as acusações apresentadas nos 11 processos que respondeu.

O ex-PM confirmou ter constituído uma sociedade informal com Ivan Custódio e o sargento Ailton, durante cerca de dois anos, e que chegaram a ter três barcos aportados em Sepetiba ou Angra, ambos no Estado do Rio.

O ex-PM afirma que chegou às 19h30 à festa de aniversário e noivado de uma amiga, chamada Simone, depois de sair do enterro dos quatro PMs mortos em Vigário Geral, dois dias antes da chacina. Por volta das 21h, ele diz ter ido para a casa do filho e, em seguida, para a sua. Disse ainda que pé separado e morava com a mãe, mas que ela não viu quando ele chegou.

Explicou, ainda segundo o TJ, que desistiu do advogado anterior pois discordava de sua tática de defesa.

Com "Folha de S.Paulo"

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