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21/10/2006 - 09h15

Pane desliga radares na região Sul e atrasa 146 vôos

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da Folha de S.Paulo

Uma pane no centro de processamento de dados obrigou ontem o Cindacta 2 (Centro Integrado de Defesa Área e Controle do Tráfego Aéreo) a desligar o sistema de radar no Sul do país, o que provocou atraso de até 3 horas e 40 minutos em pelo menos 146 vôos comerciais na região.

O controle de vôo no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no Paraná passou a ser realizado de forma convencional --contatos por rádio entre o piloto e os controladores. A operação é mais lenta do que o sistema com radar. Por precaução, diminui-se o número de aeronaves no espaço aéreo, provocando atraso nos vôos.

"A operação é mais lenta, mas é completamente segura", disse o coronel-aviador Paullo Esteves, assessor de comunicação social do Departamento de Controle do Espaço Aéreo. Segundo ele, o sistema aéreo brasileiro não registrava um problema semelhante havia 20 anos.

A causa da pane no centro de processamento de dados não tinha sido identificada até o início da noite de ontem, segundo Esteves. A previsão é que o sistema de radar volte a operar na manhã de hoje.

Anteontem, o centro de processamento de dados do Cindacta 2 já tinha apresentado problemas. Durante 2 horas, os vôos foram monitorados pela operação convencional.

Pelo menos 146 vôos de sete aeroportos na região Sul sofreram atrasos em seus horários durante o dia de ontem, segundo informações da Infraero (empresa estatal que cuida dos aeroportos) em Porto Alegre.

Na capital gaúcha, 50% dos vôos tiveram atraso --30 aeronaves decolaram até uma hora depois do horário previsto. No Aeroporto Internacional de Afonso Pena, em Curitiba (PR), 96 vôos tiveram atrasos de até 40 minutos, entre as 9h30 e as 18h de ontem. No aeroporto de Florianópolis, 20 vôos saíram fora do horário, com atrasos entre 2h e 2h30.

O desligamento do sistema de radar no Sul do país também provocou atrasos em outras regiões. No aeroporto de Congonhas, zona sul de São Paulo, o atraso chegou a 3h. Segundo a Infraero, entre as 18h e 20h de ontem, seis vôos em direção à região Sul estavam em atraso.

O radar localizado na sede Cindacta 2, no bairro de Bacacheri, em Curitiba (PR), foi desligado às 9h30 de ontem, depois que as informações fornecidas pelo CPD não foram consideradas confiáveis.

Segundo o coronel-aviador Esteves, os dados transmitidos pelas aeronaves --como altitude e velocidade-- são encaminhadas ao CPD, que depois são repassadas para a tela do controladores de vôo. Na operação convencional, o controlador conversa com o piloto e anota os dados em uma planilha.

Esteves afirma que não há sobrecarga dos controle que possa trazer risco ao sistema. Controladores afirmaram à Folha, no entanto, que o sistema convencional aumenta o risco e aumenta a tensão dos funcionários no monitoramente das aeronaves.

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