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13/06/2000 - 23h21

FHC defende aumento da atuação conjunta entre União e Estados

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LUIZ ANTÔNIO RYFF da Sucursal do Rio

O O presidente Fernando Henrique Cardoso disse que é preciso aumentar o grau de coordenação de programas conjuntos federais e estaduais, bem como melhorar a conexão das ações envolvendo o Ministério Público, a Polícia Federal e os órgãos estaduais. Mas ele voltou a rejeitar a proposta das Forças Armadas combaterem a criminalidade.

Ele afirmou que a segurança pública "é hoje um tema obsessivo no Brasil" e que ficou deprimido com o episódio do sequestro do ônibus no Rio.

FHC disse que o combate à violência não é uma questão de dinheiro, principalmente no caso do sequestro do ônibus. "Não é uma questão de recurso. A primeira coisa que as pessoas pedem é dinheiro. Certamente, ontem, aqui no Rio, não foi falta de dinheiro. Se houve problema, não foi esse."

Ele voltou a criticar a ação de ontem da polícia fluminense, mas descartou o uso das Forças Armadas no combate à violência, bem como uma intervenção no Rio de Janeiro.

"Eu passei o dia ontem deprimido, o que não é o meu estilo, por ver seguidamente cenas de violência e por ver a incapacidade, que eu não julgo, mas que houve, de uma ação mais eficaz." Ele salientou que o problema da segurança pública não é restrito ao Rio, mas afeta inclusive pequenas cidades.

"Há algumas idéias que entusiasmam, mas não têm base. Por exemplo, colocar as Forças Armadas no controle da segurança pública. (...)

Soldados profissionais são os da Polícia Militar, que pertencem aos Estados."

Segundo FHC, o efetivo das Forças Armadas é inadequado para tratar da questão. "São recrutas de 17, 18 anos, que passam um ano sendo treinados e que não tem treinamento específico para lidar nem com o crime organizado, (...) nem com motins."

Ele ressaltou a abrangência das origens do problema. "Essa violência que apavora tem raízes (...) no comércio de drogas, no crime organizado, no crime de colarinho branco", afirmou para os participante do 53º Congresso Mundial de Jornais e do 7º Fórum Mundial de Editores. Ele disse não se preocupar com a repercussão negativa no exterior. "Não adianta ficar com pruridos pseudonacionalistas. Tem que corrigir as coisas aqui para que os reflexos externos sejam mais positivos."

Questionado em entrevista coletiva sobre as críticas do presidente à ação da polícia no episódio do sequestro, o secretário de Segurança Pública do Rio, coronel Josias Quintal, disse que "todo esse processo de violência" foi herdado pelo atual governo e que, até então, "não houve nenhuma medida governamental para evitar que chegássemos a esse quadro de violência".

Clique aqui para ler toda a cobertura do caso na página especial Pânico no Rio

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