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14/06/2000 - 21h17

Institutos paulistas afirmam que é possível que laudos sejam feitos em um dia

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SÍLVIA FREIRE, repórter da Folha Online

Mesmo sem acompanhar o trabalho dos institutos do Rio de Janeiro, representantes do IML (Instituto Médico Legal) e do IC (Instituto de Criminalística) de São Paulo consideram possível que os exames necrológico e de confronto de balística sejam apresentados no prazo de um dia, como o que aconteceu no caso das vítimas do sequestro do ônibus que terminou com a morte de uma refém e do assaltante na segunda-feira (12).

A polícia carioca apresentou nesta terça-feira (13) os laudos que atestam que a refém Geísa Firmo Gonçalves foi atingida por quatro tiros, sendo que um de raspão, e que o assaltantes Sandro do Nascimento foi morto por asfixia mecânica.

De acordo com o diretor do IC, Valdir Santoro, que fez questão de reforçar que falava em tese, pois não acompanhou o trabalho do IC do Rio, disse que dependendo da condição dos projéteis e do acesso às armas, é possível que o exame seja feito no prazo de um dia.

"Quando o projétil está muito danificado ou com perda de massa ou quando há dificuldade ao acesso às armas, o exame pode levar semanas ", disse Santoro. "Mas quando os projéteis não estão muito avariados, é possível que seja feito rapidamente."

Segundo o médico legista Paulo A. Vasques, do IML de São Paulo, um exame necroscópico pode ser feito facilmente no prazo de um dia. "O exame poderia demorar mais se fosse necessário exames patológicos ou toxicológicos, mas a causa da morte da vítimas estavam claras", disse o médico.

Segundo Vasques, o legista carioca precisaria apenas recolher os projéteis no corpo da vítima e determinar quais os eixos de entrada delas no corpo: de baixo para cima, de trás para a frente ou da direita para a esquerda ou nos sentidos contrários.

O exame do IML analisa a trajetória das balas dentro do corpo da vítima, enquanto o IC verifica qual o trajeto que o projétil fez antes de atingi-la.

Segundo Santoro, os exames de confronto de balística, que identificaram de quais armas saíram os projéteis que atingiram a refém, "já matam a questão de quem atingiu a vítima." "Não é preciso de mais nada", disse ele.

Para comprovar que a bala foi disparada por determinada arma é preciso produzir um projétil padrão disparado pela arma que está sendo analisada e compará-lo com o projétil que atingiu a vítima. Segundo Santoro, é possível comparar os estriamentos (ranhuras) causados nos projéteis pela passagem pelo alma do cano da arma. "Se os estriamentos forem semelhantes, conclui-se que o projétil partiu da arma analisada", disse ele. Se forem diferentes, as balas não foram disparadas pela mesma arma.

Clique aqui para ler toda a cobertura do caso na página especial Pânico no Rio

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