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19/06/2000 - 12h10

Comandante exonera coronel que liderou operação no Rio

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WAGNER MATHEUS, da Sucursal do Rio

O desfecho do sequestro de um ônibus na zona sul do Rio, há oito dias, causou nesta segunda-feira (19) mais uma baixa no comando da segurança pública do Estado, com a exoneração do comandante do Bope (Batalhão de Operações Especiais), tenente-coronel José Penteado.

Ele será substituído pelo tenente-coronel Venâncio Alves de Moura, 46, que disse ter ficado "surpreso com a indicação".

Penteado coordenou a operação, que terminou com a morte de uma refém e do sequestrador _esse asfixiado por policiais após ser detido, segundo laudo do Instituto Médico Legal.

O anúncio foi feito durante a posse do novo comandante da PM fluminense, coronel Wilton Soares Ribeiro, 54. Ele substitui o coronel Sérgio da Cruz, afastado no dia seguinte ao sequestro.

Ribeiro foi chefe do Departamento de Transportes do Tribunal de Justiça do Rio nos últimos dois anos.

O governador Anthony Garotinho não quis dar entrevista ao deixar a cerimônia, que foi encerrada com um minuto de aplausos de oficiais ao ex-comandante Sérgio da Cruz.

"Consciência tranquila"

"Saio com a consciência tranquila. Foram 34 anos de serviço dedicados somente à corporação", disse. Cruz afirmou que foi demitido por telefone por Garotinho. Indagado se considerava sua exoneração injusta, declarou: "Nem na chacina de Vigário Geral, nem na da Candelária, o comandante foi exonerado".

As chacinas da Candelária e de Vigário Geral, cometidas por policiais militares, aconteceram em julho e agosto de 1993, respectivamente. Na primeira foram mortos oito meninos de rua e, na segunda, 21 moradores da favela.

O coronel Ribeiro reconheceu que a operação de resgate foi errada. "Foi um erro de execução, um dos momentos mais terríveis para uma corporação que possui ótimos serviços prestados", disse.

Em relação ao futuro da Polícia Militar sob sua chefia, foi evasivo. "Vamos trabalhar muito, com humildade e seriedade."

O secretário da Segurança Pública do Rio, Josias Quintal, prometeu mudanças no Bope. "Vai haver uma reavaliação."

Depois do caso do ônibus 174, qual seria a melhor solução para evitar cenas como aquelas? Vote

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