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09/05/2001 - 23h58

Mulheres são maioria em SP e representam 52,35% da população

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GILMAR PENTEADO
da Folha de S.Paulo

A vantagem numérica não é motivo de nenhuma comemoração entre os frequentadores de bares na rua principal do bairro Engenheiro Marsilac, no extremo sul da cidade de São Paulo.

Morar no único distrito de São Paulo em que o número de homens supera o de mulheres (50,64% contra 49,36%, segundo dados do IBGE) provoca lamentações, principalmente entre os mais jovens.

Em São Paulo, as mulheres são maioria e representam 52,35% da população. Jardim Paulista (zona oeste) é o distrito no qual o sexo feminino registra maior vantagem numérica: 57,59%.

"Dá uma olhada por aí e vê se você acha (mulher)", questionou o segurança Fernando da Paixão Lima de Abreu, 21, em frente a um bar da rua Manoel Martins de Araújo.

Ele se separou há seis meses e até agora não conseguiu namorada. "Aqui é muito difícil. Para ter mulher só nas festas realizadas na escola, quando vêm mulheres da região", disse Abreu.

Nos bares, na rua, na praça, no ponto de ônibus, eles são maioria. Na única escola do bairro, são 406 garotos e 354 garotas. Por isso, o Censo não provocou surpresa entre os frequentadores dos bares, que são os poucos locais de encontro da comunidade predominantemente rural.

Segundo o IBGE, a vantagem do sexo masculino em Engenheiro Marsilac é de 108 habitantes: 4.262 homens e 4.154 mulheres.

"Além de poucas, muitas mulheres casam cedo e aí não tem opção", disse o jogador de futebol Welington Igor de Oliveira, 21.

Marcelo Malafaia, 30, casado e pai de uma adolescente de 13, vê o resultado do Censo com desconfiança. "Os homens devem ser maioria, sim. Mas a diferença não é tão gritante", afirmou. Proporcionalmente, são 10 homens para 9,75 mulheres, segundo o IBGE.

A maior surpresa com o resultado do Censo é das mulheres. "Somos privilegiadas. Agora que não me mudo daqui", brincou a presidente da Acoema (Associação Comunitária Engenheiro Marsilac), Maria Lúcia Cirillo.

"É difícil saber os motivos disso. Mas agora, analisando melhor, percebo que as famílias daqui tem, na maioria, filhos do sexo masculino", disse Maria Lúcia, mãe de dois garotos.
Na casa de Maria Paiva dos Santos, 47, a vantagem masculina é bem maior. Dos seus 12 filhos, oito são homens (66%).
 

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