Saltar para o conteúdo principal

Publicidade

Publicidade

 
 
  Siga a Folha de S.Paulo no Twitter
14/11/2003 - 23h12

Acusado de roubar peças sacras se entrega à Justiça

Publicidade

THIAGO GUIMARÃES
da Agência Folha, em Belo Horizonte

O ex-policial civil Daniel Toledo, 48, acusado de liderar a principal quadrilha especializada em roubo de peças sacras no país, entregou-se nesta sexta-feira à Justiça Federal em Belo Horizonte. Ele estava foragido desde agosto, quando teve a prisão preventiva decretada.

Ex-fotógrafo pericial lotado no Detran-SP, Toledo responde processo por furto qualificado e formação de quadrilha. Em depoimento na 4ª Vara Criminal Federal, negou todas as acusações. Após seu testemunho, foi preso e levado para a Superintendência da Polícia Federal na capital mineira.

Segundo a PF, o grupo liderado por Toledo é formado por pelo menos outras cinco pessoas. Uma delas seria o restaurador José Timótheo Rodrigues, 73, em posse de quem estava parte das 152 peças sacras apreendidas em agosto pela PF em antiquários de São Paulo. Ele chegou a ser preso, mas foi solto no mês passado, após obter habeas corpus.

Em depoimento à Justiça Federal em setembro, Rodrigues afirmou conhecer os outros acusados, que o procuravam para serviços de restauração. Disse que era pago pelo próprio Toledo.

O ex-policial, no entanto, negou conhecer Rodrigues. Também não revelou o paradeiro de sua namorada, Clarice Melhado de Luna Cabral, 46, que está com a prisão preventiva decretada no mesmo caso. Outra suposta integrante da quadrilha, Rosa Maria Granchi, 49, está presa desde setembro.

As ações do grupo começaram a ser investigadas em 1994, após roubo de obras sacras em Tiradentes (MG). Em 1998, Marcos Machado, 42, e Walter Antônio Gomes, 50, outros dois supostos integrantes da quadrilha, foram detidos em flagrante após tentativa de roubo em Mariana (MG).

Ao ser entrevistado neste ano por policiais federais em Franco da Rocha (SP), onde está preso, Machado informou que a onda de assaltos verificada no primeiro semestre em igrejas de Minas Gerais tinha características da ação de sua antiga quadrilha. Interceptações telefônicas posteriores confirmaram a denúncia.

Segundo o Ministério Público Federal, o grupo vem atuando há mais de 20 anos e reiniciou lentamente suas atividades após Walter Antônio Gomes ter fugido, em fevereiro de 2000, da penitenciária de Governador Valadares (MG). A PF suspeita de que ele esteja escondido em uma fazenda no sul de Minas Gerais.
 

Publicidade

Publicidade

Publicidade


 

Voltar ao topo da página