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13/03/2007 - 09h00

Vila Belmiro "prorroga" clima de tensão entre Santos e São Paulo

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MÁRVIO DOS ANJOS
RODRIGO BUENO
da Folha de S.Paulo

A disputa acirrada entre Santos e São Paulo domingo na Vila Belmiro não acabou. Na busca pelo título do Paulista, os rivais se armam agora fora de campo pensando nas finais.

O time da capital ataca com representação na Federação Paulista de Futebol para impedir clássicos na Vila Belmiro. Tem como base, entre outros argumentos, a súmula do jogo de domingo, e o Santos se defende alegando o direito de jogar em seu estádio, que considera seguro, até a decisão.

Hoje, a procuradoria do TJD (Tribunal de Justiça Desportiva) de SP se manifesta a respeito de denunciar ou não a Vila.

"É uma insanidade marcar clássico na Vila. Os dirigentes devem ter sensatez para perceber que não dá para mandar jogo num estádio de 20 mil pessoas onde as condições para o visitante são as mais adversas. É feito um clima de guerra que não combina com o futebol grandioso que se quer", falou Carlos Augusto de Barros e Silva, diretor de futebol tricolor.

"Também tivemos problemas lá no Morumbi", contra-ataca Luiz Antonio Ruas Capella, diretor de futebol santista. "Eles puseram alto-falantes lá durante nossa preleção. Já que eles estão com medo de vir jogar na Vila, mandamos o outro jogo para fora do Morumbi e faremos os dois jogos em campos neutros. O Santos não tem medo de jogar fora", disse Capella.

Sobre a perda de mando de campo, o diretor santista tem confiança de que não ocorrerá. "Tínhamos infiltrados na torcida que pegaram as pessoas. Acreditamos que não sejam torcedores do Santos e levamos para a delegacia."

O árbitro Antonio Rogério Batista do Prado colocou na súmula da partida mais do que o chinelo atirado em Rogério Ceni. Acrescentou mais chinelos e copos de água, mas não tratou do conflito entre as torcidas, do arremesso de um vaso sanitário e de dois morteiros.

"Aos 30 [minutos] de partida, foi arremessado um chinelo ao campo de jogo, vindo do local onde se encontravam os torcedores do Santos, o qual me foi entregue pelo goleiro do São Paulo, Rogério Ceni. Levei-o até a mesa e entreguei-o ao quarto árbitro. No entanto, ao final da partida, fui informado que a polícia identificou o executor do ato", diz na súmula.

Prado destacou que em um impedimento, que não foi o do gol anulado do Santos, mais objetos foram jogados no campo.

"Outrossim, informo que aos 79 [minutos] de partida, após marcação de impedimento contra a equipe do Santos assinalado pela assistente Ana Paula Oliveira, foram arremessados copos plásticos de água, bem como mais chinelos, também provenientes do local onde se encontravam torcedores do Santos", completa o juiz.

Na seção "observações eventuais" da súmula, o juiz escreve "normal, exceto o comportamento da torcida do Santos".

Para Marcos Marinho, chefe da arbitragem paulista, não houve necessidade de citar a briga de torcidas. "Não houve paralisação nem necessidade de interrupção. Depende do que ele presenciou, algumas vezes o árbitro está ligado no jogo."

Quanto aos foguetes que caíram no gramado, Marinho, que aprovou a arbitragem de Prado, tem a mesma opinião e não acha que a supressão dos detalhes pode prejudicar um julgamento correto sobre a viabilidade da Vila Belmiro.

"Acho que ele não viu ou não foi informado. Mas há sempre imagens que podem ser usadas como prova no julgamento."

Ontem, Ana Paula de Oliveira voltou a reconhecer o erro ao anular o gol do santista Jonas. "Não titubeei, pois minha carreira sempre foi marcada por lances polêmicos como este. Infelizmente errei."

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