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13/06/2006 - 19h10

Em clima de campanha, Léo Áquilla estréia carro na parada gay

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da Folha Online

Deixar a avenida Paulista cor-de-rosa. Esta é a promessa do transformista e ex-repórter da Rede TV! Léo Áquilla, 29, que pela primeira vez terá um carro na tradicional Parada Gay de São Paulo, considerada a maior do mundo. A 10ª edição do evento, que pretende reunir 2 milhões de participantes, ocorre neste sábado (17), a partir das 14h.

"Todo mundo do trio estará usando rosa, pink. Quem subir e não estiver com a cor, vai ganhar uma camiseta", adianta Léo. O nome do carro, claro, é um estímulo para quem está com o "pé atrás", diz ele: "Se joga, pintosa. Põe rosa". "É uma mensagem para que as pessoas se assumam, saiam do armário. É muito melhor viver na verdade", afirma.

Márcio Fernandes/Folha Imagem
Drag Léo Áquila terá carro próprio na parada gay deste ano, cujo tema é "Homofobia é crime"
Drag Léo Áquila terá carro próprio na parada gay deste ano, cujo tema é "Homofobia é crime"
Coincidência ou não --segundo Léo, a estréia com carro próprio estava prevista para o ano passado--, o mineiro de Teófilo Ottoni (MG) que se tornou a drag queen mais conhecida do país tem outra estréia marcada para 2006: a política.

"Não terá propaganda eleitoral porque nem pode, mas quem me conhece já sabe sobre os planos futuros", diz Léo, que sairá candidato a deputado estadual pelo PSC (Partido Social Cristão).

Campanha

Mas se na avenida Léo Áquila estará ainda mais "montado" (usando as roupas e maquiagens de seu personagem) que o costume, o público verá, na época de campanha, um rosto sem maquiagem e fantasias. "Uma drag é um palhaço de luxo, e política é coisa séria. Meus projetos são reais e, quem for votar em mim, vai votar em um político de verdade", avisa Léo, cujo símbolo eleitoral será uma gravata cor-de-rosa.

"Como fui repórter da Rede TV!, e quem detém o microfone detém o poder, fiz contatos e consegui levar dois projetos de minha autoria para alguns partidos verem. Conversamos, eles elogiaram o texto e prometeram ajudar. Fui embora e quando voltei para pegar minha agenda, que tinha esquecido, encontrei aquelas pessoas dando risada do que estava escrito. Fui então que percebi que se nós [gays] não fizermos, ninguém vai fazer pela gente", conta Léo.

Estudante de jornalismo em São Paulo, Léo, então, começou a procurar várias legendas até se decidir pelo PSC. Um dos motivos pela escolha do partido foi o contato anterior com o político Pierre, que sairá candidato a deputado federal e apoiará a causa gay junto com Léo.

A plataforma política dele terá dois projetos. Um sobre prevenção da Aids, cujo objetivo é promover em escolas e entre os heterossexuais o uso da camisinha, e outro cultural, sobre financiamento para shows e peças "de minorias".

"Antes de querermos ter direitos iguais, precisamos saber que somos diferentes. Bancos e patrocinadores ainda têm medo de associar seu nome a um show gay, sei disso por experiência própria", explica --em 1999, Léo vendeu seu apartamento para alugar o Palace.

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