Saltar para o conteúdo principal

Publicidade

Publicidade

 
 
  Siga a Folha de S.Paulo no Twitter
22/07/2006 - 18h01

Gianfrancesco Guarnieri morre aos 71 anos em São Paulo

Publicidade

da Folha Online

O ator Gianfrancesco Guarnieri morreu neste sábado aos 71 anos em função de complicações geradas por insuficiência renal crônica. Ele estava internado no hospital Sírio-Libanês há mais de 50 dias.

Ele foi internado no último dia 2 de junho por conta de uma crise renal. O artista ficou fraco devido a uma hemodiálise (filtração do sangue por meio de rim artificial).

Divulgação
Gianfrancesco Guarnieri, 71, estava internado desde 2 de junho em hospital em SP
Gianfrancesco Guarnieri, 71, estava internado desde 2 de junho em hospital em SP
Seu último papel na TV foi Peppe, na novela "Belíssima". Devido à internação do ator, o teledramaturgo Silvio de Abreu teve de reescrever cenas da trama, que se encerrou no último dia 7 de julho. O fato já havia acontecido com o ator Serafim González e a atriz Glória Pires, que ficou afastada por 15 dias por conta de uma hepatite.

Durante a novela, Guarnieri já se submetia a sessões de hemodiálise. No roteiro original, o personagem Peppe seria o responsável por revelar na trama quem é o filho da vilã Bia Falcão (Fernanda Montenegro).

Carreira

Guarnieri nasceu em 6 de agosto de 1934 em Milão, Itália, e veio para o Brasil com sua família em 1937. Ele era casado há 40 anos com a socióloga Vanya Sant'Anna, 62. Antes, havia sido casado com Cecília Thompson, com quem teve seus primeiros filhos, Flávio e Paulo Guarnieri. Com Vanya, teve mais três filhos.

Ele foi autor de cerca de 25 textos, muitos deles musicais, como "Arena Conta Zumbi" (1965) e "Arena Conta Tiradentes" (1965), em co-autoria com Augusto Boal.

Ator e dramaturgo, foi homenageado no 18º Prêmio Shell de Teatro São Paulo, cuja cerimônia ocorreu em abril último, por sua contribuição ao teatro brasileiro. Em agosto de 2005, recebeu a medalha de mérito "Ordem do Ipiranga" do governo paulista.

Entre os momentos marcantes destaca-se o longa-metragem "Eles Não Usam Black-Tie" (1981), dirigido por Leon Hirszman, baseado numa peça de sua autoria que estreou em 1958 no mitológico Teatro de Arena. Guarnieri concluiu o texto em 1956, aos 21 anos.

Em 2003, após cinco anos longe dos palcos devido aos seus problemas de saúde, voltou ao teatro para um espetáculo juvenil, "O Pequeno Livro das Páginas em Branco".

Na TV, participou de diversas novelas, como "Esperança" (2002), "Terra Nostra" (1999), "Serras Azuis" (1998), "A Próxima Vítima" (1995), "Pátria Minha" (1994), "Rainha da Sucata" (1990) e "Cambalacho" (1986).

Sua carreira também foi marcada por longas-metragens, entre eles "O Grande Momento" (1958), "O Jogo da Vida" (1977), "As Três Mortes de Solano" (1978), "Asa Branca" (1980) e "O Quatrilho" (1995), além de "Eles Não Usam Black-Tie".

Leia mais
  • Guarnieri foi essencial à resistência da cultura, diz secretário estadual
  • Veja frases do ator e dramaturgo Gianfrancesco Guarnieri

    Especial
  • Leia o que já foi publicado sobre Guarnieri
  •  

    Publicidade

    Publicidade

    Publicidade


     

    Voltar ao topo da página