Saiba quem são os oito conferencistas do Fronteiras do Pensamento 2019

Evento acontece de maio a novembro em São Paulo e Porto Alegre

São Paulo

O Fronteiras do Pensamento reúne em São Paulo e Porto Alegre, de maio a novembro, oito pensadores reconhecidos internacionalmente –os ingressos já estão à venda.

Abaixo, saiba mais sobre Contardo Calligaris, Denis Mukwege, Graça Machel, Janna Levin, Luc Ferry, Paul Auster, Roger Scruton e Werner Herzog.

Graça Machel  
13.maio, 19h45 (Porto Alegre)
15.maio, 20h30 (São Paulo)

A ativista política moçambicana Graça Machel, viúva de Nelson Mandela - Adriano Vizoni/Folhapress

Em territórios pobres e carentes de investimentos e de direitos humanos, a política moçambicana Graça Machel defende ações pela educação das crianças e pelo empreendedorismo de mulheres. Viúva de Nelson Mandela, Machel se espelha na própria trajetória para mudar outras vidas no continente africano. 

Considerada uma das mais importantes ativistas africanas, foi professora e lutou com a Frente de Libertação de Moçambique – Frelimo durante a Luta Armada da Libertação Nacional. Em 1976, casou-se com Samora Machel e se tornou a primeira-dama do país, atuando como ministra da Educação e Cultura no governo moçambicano por 14 anos. 

Após a morte do marido, em 1986, seguiu com a atividade política e, em 1990, foi nomeada pela Organização das Nações Unidas para o Estudo do Impacto dos Conflitos Armados na Infância.

Paul Auster
17.jun, 19h45 (Porto Alegre)
19.jun., 20h30 (São Paulo)

O escritor americano Paul Auster - Fernando Carranza/Reuters


Best-seller e consagrado ficcionista norte-americano, Auster atua também como roteirista e poeta, possui uma obra traduzida para mais de 40 idiomas e fez a sua estreia na literatura com o romance “A invenção da solidão”.

Ganhou fama internacional ao lançar “A trilogia de Nova York,” eleito pelo The Guardian como uma das 100 melhores obras de ficção de todos os tempos.

Licenciado pela Universidade de Columbia, é membro da Academia Americana de Artes e Letras e foi agraciado com os prêmios Príncipe das Astúrias, a Ordem das Artes e das Letras da República Francesa e o Prix Médicis, entre outros. Seu mais recente livro, “4321”, foi finalista do Prêmio Man Booker e publicado no Brasil em 2018.

Roger Scruton
1.jul., 19h45 (Porto Alegre)
3.jul, 20h30 (São Paulo)

O filósofo Roger Scruton - Andy Hall

Filósofo e escritor britânico, o intelectual analisa as grandes correntes do pensamento ocidental. Roger Scruton é autor de obras sobre filosofia, política e estética. Professor na Inglaterra e nos Estados Unidos, é um dos expoentes do pensamento conservador contemporâneo e grande polemista. 

Considerado um dos mais importantes filósofos da atualidade, lecionou na Universidade de Londres e, atualmente, é professor na Universidade de Buckingham. É membro da British Academy, do Centro de Ética e Política Pública em Washington e da Sociedade Real de Literatura. Integra também o Future Symphony Institute, dedicado a popularizar a música clássica. 

Segundo Roger Scruton, a beleza está desaparecendo do mundo porque vivemos como se ela não importasse. Seu livro mais recente é “Tolos, fraudes e militantes”, lançado no Brasil em 2018 e que investiga o que se tornou a esquerda hoje e como a ideologia evoluiu ao longo do século 20

Denis Mukwege
19.ago., 19h45 (Porto Alegre)
21.ago., 20h30 (São Paulo)

O Nobel da Paz Denis Mukwege - Ludovic Marin/AFP

No Congo, país marcado por conflitos e desigualdade, o médico Denis Mukwege, Prêmio Nobel da Paz de 2018, criou o Hospital de Panzi e passou a atuar em nome da saúde e da dignidade de mulheres vítimas de violência sexual.

Graduou-se em medicina pela Universidade de Burundi e, após testemunhar a precariedade no atendimento às mulheres, concluiu seus estudos em ginecologia e obstetrícia na Universidade de Angers, na França. Também possui Ph.D pela Universidade de Bruxelas. 

Retornando ao Congo, atuou no Hospital de Lemera, que virou ruínas durante a primeira guerra do país em 1996. Fundou, em 1999, o Hospital de Panzi. O local já tratou mais de 85 mil pacientes com danos e traumas ginecológicos.

Janna Levin
2.set., 19h45 (Porto Alegre)
4.set., 20h30 (São Paulo)

Mulher de perfil e cabelo longo
Janna Levin, física teórica e astrônoma norte-americana - Divulgação

O trabalho da física teórica e astrônoma norte-americana busca compreender os buracos negros e as ondas gravitacionais no espaço-tempo. Professora de física e astronomia, Levin escreve sobre a obstinação do homem em desvendar os mistérios do universo. 

Formada em física e astronomia pela Universidade de Columbia, onde leciona atualmente, e Ph.D em física teórica pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT). Além disso, é diretora de ciências do centro cultural Pioneer Works, em Nova York. Em suas pesquisas aborda o início do cosmos, buscando evidências de sua finitude. 

Seu livro mais recente é “A música do universo”, publicado em 2016 no Brasil, que conta a história da obsessão de três cientistas e físicos em uma jornada de 50 anos para detectar as ondas gravitacionais por meio do grupo chamado Ligo (Interferometria Laser de Ondas Gravitacionais). Para Janna Levin, uma das coisas belas sobre a ciência é que ela unifica as pessoas.

Werner Herzog
23.set., 19h45 (Porto Alegre)
25.set., 20h30 (São Paulo)

O cineasta alemão Werner Herzog - Bruno Girão/Divulgação

Um dos principais nomes do movimento cinematográfico na Alemanha do pós-guerra, o cineasta Werner Herzog tem uma obra densa e controversa. Com filmes e documentários como “Aguirre”, “Fitzcarraldo”, “Nosferatu” e “O homem-urso”, Herzog é um diretor que retrata o misticismo, o desconhecido e a tragédia no mundo. 

Tornou-se mundialmente conhecido por escrever, dirigir e produzir os próprios filmes com baixo orçamento, geralmente em cenários inóspitos. Agraciado em premiações como o Festival de Cannes, o Bafta e o Globo de Ouro, estudou história, literatura e música em Munique e na Universidade de Pittsburgh.

Produziu seu primeiro filme em 1961, aos 19 anos, e sua obra reúne mais de 60 produções. Em 2018, lançou o documentário “Meeting Gorbachev”, em que aborda a vida de Mikhail Gorbachev, o último líder da União Soviética.

Contardo Calligaris
21.out., 19h45 (Porto Alegre)
23.out., 20h30 (São Paulo)

O colunista Contardo Calligaris - Bruno Santos

Psicanalista e cronista italiano radicado no Brasil, cuja trajetória é marcada pela reflexão sobre a existência humana. No consultório de psicanálise ou em seus textos e livros, Calligaris aborda as questões da adolescência e as angústias provocadas pelos desafios contemporâneos. 

Doutor em psicologia clínica pela Universidade de Provence, iniciou seus estudos nas áreas das letras e da filosofia. Em 1975, foi aceito como membro da Escola Freudiana de Paris, onde morou até 1989. Lecionou na Universidade Paris 8 e teve aulas com os filósofos franceses Roland Barthes e Michel Foucault, além de acompanhar os seminários ministrados pelo psicanalista francês Jacques Lacan, uma grande influência em sua formação. 

Além de atender nos seus consultórios em São Paulo e Nova York, é colunista da Folha. Em seu trabalho, Contardo Calligaris aborda temas como cultura e psicanálise, em especial sobre a suposta obrigatoriedade da felicidade, do gozo, da beleza e dos excessos.

Luc Ferry
11.nov., 19h45 (Porto Alegre)
13.nov., 20h30 (São Paulo)

O filósofo francês Luc Ferry - Leticia Moreira/Folhapress

Filósofo francês, Luc Ferry é um defensor do humanismo secular e da espiritualidade laica. Escritor, professor e ex-ministro da Educação na França, Ferry trouxe a filosofia de volta ao cotidiano, com linguagem e abordagem mais acessíveis. 

Em 1985, ganhou notoriedade ao publicar um artigo juntamente com Alain Renaut, intitulado “Le Pensée 68”, no qual criticavam os pensadores pós-maio de 1968. De 2002 a 2004, no governo de Jacques Chirac, foi ministro da Educação Nacional.

Formado em filosofia pelas universidades de Sorbonne e de Heidelberg, fez seu doutorado em ciência política pela Universidade de Reims. Foi agraciado com os graus de Cavaleiro da Legião da Honra e da Ordem das Artes e das Letras da República Francesa, e os prêmios Droits de l’Homme e Ernest Thorel, entre outros. 

Luc Ferry entende que a filosofia traz as respostas para que o homem possa superar seus medos, que são os obstáculos que impedem que ame os outros e seja livre.

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