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Joaquim Barbosa ganha holofotes

ELIANE CANTANHÊDE COLUNISTA DA FOLHA

Presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa começou 2013 como estrela dos que aplaudem o processo do mensalão e acabou vaiado no congresso do PT.

Esse "ame-o ou deixe-o" vem de dois fatores: negro e de origem humilde, ele tem uma simbologia poderosa e foi duro no julgamento. Inverteu a "ordem natural". Saiu da periferia pobre que historicamente lota as cadeias para presidir a alta corte na condenação das elites brancas impunes desde sempre.

Primeiro como relator e depois como presidente do STF, foi implacável nos votos, na definição de penas e até na crítica aos ministros de posições mais condescendentes.

Os confrontos com o revisor Ricardo Lewandowski já entraram para a história --expondo, aliás, personalidade difícil, arrogante, inflexível. Daí a ser alçado a ídolo e, ato contínuo, a potencial candidato à Presidência, foi praticamente consequência natural numa política já desgastada. Como juiz, tem até abril de 2014 para decidir se vai se candidatar. A melhor aposta, até agora, é de que não.

O julgamento do mensalão do PT acaba no primeiro semestre e o do tucano deve começar a meses das urnas. Resta saber se Joaquim repetirá 2013, começando o ano aclamado e acabando vaiado --mas em congresso do PSDB.


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