Museu da Língua Portuguesa promove evento com shows e oficinas na estação da Luz

Atividades celebram o Dia Internacional da Língua Portuguesa, neste sábado (5)

Leonardo Sanchez
São Paulo

​Fechado para reformas desde dezembro de 2015, quando foi destruído por um incêndio, o Museu da Língua Portuguesa tem promovido uma série de eventos enquanto reconstrói suas instalações, no complexo da estação da Luz.

Um deles aconteceu entre quinta (3) e este sábado (5), no saguão da própria estação, e celebrou o Dia Internacional da Língua Portuguesa (5/5).

Nos dois primeiros dias de programação, a maioria dos visitantes era da região central de São Paulo. Estudantes de escolas do entorno, moradores da ocupação Mauá e de abrigos e filhos de imigrantes atendidos por instituições do bairro foram convidados pelo museu para participar das atividades.

“O principal objetivo é entrar em contato com as pessoas que passam pela estação e que frequentam essa região”, disse Luis Soares, coordenador do evento.

Oficinas, visitas guiadas, contação de histórias, shows, batalha de poesia falada, projeção de arte e a mostra “Imagens da Reconstrução”, com fotos da restauração da fachada do museu feitas por Tuca Reinés e Beto Guimarães, integraram a programação gratuita.

Neste sábado, o local recebeu um público heterogêneo, formado, em sua maioria, por pessoas que entravam ou saíam da estação e que foram pegas de surpresa pelo evento.

“Eu estava indo fazer compras na rua José Paulino e decidi ficar um pouco por aqui”, comentou o bancário Adenilton Batista dos Santos. Acompanhado da esposa e da filha, de nove anos, ele participou das oficinas que eram oferecidas no local.

Entre as atividades estavam construção de maquetes da estação da Luz, customização de bolsas e de camisetas que estampavam palavras da língua portuguesa e confecção de carimbos com detalhes da arquitetura do local, como colunas e janelas.

Para a professora Ernestina Cardoso Frigelg, que soube da programação pelo jornal e decidiu levar algumas alunas, esse tipo de atividade é fundamental. “A gente acha que a Europa tem coisas lindas e maravilhosas, mas nós também temos coisas lindas e maravilhosas por aqui e temos que mostrar isso”, disse.

Nas filas que se formavam para participar das oficinas estava Joana Alnca, boliviana que mora na cidade há 15 anos. Ela trabalha como copeira na região e, ao ver as atividades nos dias anteriores, decidiu levar os filhos, de sete e 12 anos, neste sábado.

A comerciante Maria Meiriane Araújo também notou a movimentação na quinta e na sexta e levou o filho de cinco anos para participar das oficinas. “Nos outros dois dias eu estava indo para o trabalho, então não parei. Mas vim hoje e estou achando tudo muito legal.”

Segundo o secretário estadual de Cultura, Romildo Campello, que esteve no evento no começo da tarde deste sábado, é importante deixar o museu vivo na memória dos paulistanos. “Nós não podíamos deixar o Dia Internacional da Língua Portuguesa passar em branco enquanto o público espera pela reabertura do museu”, comentou.

A programação encerrou no começo da tarde, com show de poesia cantada da dupla Peneira e Sonhador.

O Museu da Língua Portuguesa está previsto para reabrir no segundo semestre de 2019 e terá proteção extra contra incêndios, que inclui um sistema de chuveiros automáticos.

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Chamada tamanho da língua
Folhapress

 

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