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Leitor sugere documentário sobre o 'Woodstock brasileiro'

Folha convida leitores a enviar sugestões de atividade durante o isolamento

Ao longo de três meses, colunistas e blogueiros deram sugestões para o período de quarentena, como livros, filmes e séries.

Agora convidamos vocês, leitoras e leitores, a enviar suas recomendações para enviesuanoticia@grupofolha.com.br.

Informe nome, profissão e cidade onde mora. As melhores dicas serão selecionadas para publicação.

Veja aqui as dicas já publicadas.

Mariana Sarrot, estudante em São Paulo

Para Ver

O Barato de Iacanga
Documentário, 1h33 (2019). Disponível na Netflix.

mulher em meio a campina com braços abertos em dia de sol
Cena do documentário 'O Barato de Iacanga' - Divulgação

Dirigido por Thiago Mattar, o longa conta a história do Festival de Águas Claras, criado nos anos 1970 por adolescentes que conseguiram abranger as diferenças musicais do Brasil em uma fazenda no interior paulista.

O festival ficou conhecido como “Woodstock brasileiro” e reuniu grandes nomes da música nacional, como Luiz Gonzaga, Gilberto Gil, Sandra de Sá, Raul Seixas e até João Gilberto. A partir dele, é possível compreender a força da música brasileira e, principalmente, o anseio por liberdade dos jovens e artistas em plena ditadura militar, demonstrando que é possível resistir à repressão através da arte e da cultura popular.

Sociedade dos Poetas Mortos
Drama (1989), 2h20. Disponível em DVD, R$16,90.

Professor dá aula para alunos em pé em cima das carteiras da sala de aula
Professor John Keating (Robin Williams), em cena de "Sociedade dos Poetas Mortos" - Divulgação

Com direção de Peter Weir, o que há de mais fascinante neste clássico é a sua capacidade de fazer o telespectador refletir sobre o mundo, sua própria vida, os rumos da educação.

Ao apresentar o cenário de uma escola americana conservadora dos anos 1950, são apresentadas a obscuridade da tradição, que enfraquece o pensamento crítico dos estudantes, e também a ameaça de uma sociedade que tenta sufocar o talento artístico.

No entanto, a partir da expressão carpe diem, ou aproveite o dia em latim, e das inovações trazidas por um novo professor de literatura, John Keating, papel de Robin Williams, é possível compreender a força presente na leitura e como ela abre portas para o autoconhecimento e encorajamento dos jovens.

É, certamente, um drama que merece ser visto neste momento de isolamento social, já que, como no filme, um dos únicos instrumentos para manter a mente sã e alcançar um pouco de liberdade é a arte.

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