Descrição de chapéu Governo Bolsonaro

Olavo de Carvalho diz que aceitaria ser embaixador nos EUA do governo Bolsonaro

Segundo escritor, ele toparia cargo diplomático para 'fazer dinheiro' para o Brasil

Olavo de Carvalho posa para foto. à esquerda aparece uma estante com diferentes estátuas.
O escritor, conferencista, ensaísta, jornalista e filósofo brasileiro Olavo de Carvalho, em entrevista à Folha em outubro de 2017 - Vivi Zanatta - 6.out.17/Folhapress
Danielle Brant
Nova York

O escritor Olavo de Carvalho afirmou nesta segunda-feira (5) que o único posto que aceitaria no governo do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), seria o de embaixador brasileiro em Washington, para "fazer dinheiro" para o Brasil.

As declarações foram feitas em vídeo gravado e postado no canal do escritor no YouTube.

Segundo Carvalho, antes de Bolsonaro ser eleito, o candidato do PSL tinha oferecido a ele os ministérios da Educação e da Cultura. Mas o escritor decidiu não aceitar por não conhecer o funcionamento, a estrutura e os funcionários das pastas.

"Eu conheço meus limites, não tenho uma grande capacidade administrativa de nada", afirmou. "Eu sei o que tem que fazer, mas não consigo ficar pensando nisso todo dia."

No entanto, acrescentou, se fosse convidado para assumir a Embaixada do Brasil em Washington, aceitaria, porque é uma responsabilidade que saberia cumprir e que "oferece a oportunidade de fazer algo real pelo Brasil sem ter que passar pelo filtro de resistência petista."

"O que o Brasil mais precisaria é de dinheiro. E, como embaixador nos EUA, eu saberia fazer dinheiro. Eu peguei alguma prática desse negócio de comércio internacional no tempo em que morei na Romênia", afirmou. "Eu não sou um total ignorante no comércio internacional."

Carvalho disse ainda que, como embaixador, teria "autoridade total" sobre os brasileiros locais e poderia "mandar embora qualquer um, pode mandar prender qualquer um". "É um reizinho", completou.

O posto também daria acesso direto ao presidente, ao ministro das Relações Exteriores, ao secretário de Estado, disse. "E pronto, a petezada não tem nada a ver com isso, o que a gente combinar, vai ter que ser cumprido."

Na avaliação dele, o posto de embaixador seria "uma chatice". "Eu não vou mudar para Washington, vou ficar morando num trailer, vou e volto. Gosto muito da minha casa, quero ficar aqui. Então vou no trailer e despacho do trailer", disse o filósofo, que mora em Richmond, na Virgínia, a 170 km da capital americana.

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