Maradona visita Fernández na Casa Rosada, grita contra Macri e acena na sacada

Simpatizante do presidente, astro do futebol beija réplica da Copa do Mundo e gesticula para público na praça de Maio

Buenos Aires

Numa praça de Maio já meio vazia por conta da saída dos portenhos da cidade para as festas de fim de ano, uma imagem surpreendente agitou o centro de Buenos Aires na manhã desta quinta-feira (26).

O astro do futebol local —e esquerdista convicto— Diego Armando Maradona, 59, saiu no balcão da Casa Rosada como se tivesse marcado o gol do título de uma Copa ou se tivesse sido eleito. Agitou os braços, fez sinal de positivo com os dedos e surpreendeu turistas e pedestres que passavam por ali.

 

Depois, emendou, aos gritos: "eles não voltam mais!", referindo-se aos macristas, e "que Macri se mude para a Tailândia!". O ex-presidente não é apenas um adversário político para o ex-craque, também foi o responsável por sua saída do Boca Juniors.

A edição nº 3.983 da revista esportiva argentina "El Gráfico", de fevereiro de 1996, que mostra a rixa entre Maradona, então jogador do Boca Juniors, e Mauricio Macri, à época presidente do clube - Reprodução

Além disso, foram inúmeras as ocasiões em que ambos bateram boca em festas da alta sociedade argentina, e a disputa entre eles foi capa de várias revistas, alimentando uma longa novela.

"A coisa que mais me deu trabalho em todo o meu tempo como diretor do Boca foi lidar com Maradona", disse Macri em 2017, em entrevista a esta repórter.

Atualmente técnico no clube Gimnasia y Esgrima La Plata (chegou a pedir demissão, mas voltou atrás em menos de 48h), Maradona visitou o presidente recém-empossado, o kirchnerista Alberto Fernández, e levou a ele camisetas autografadas. Uma delas era do time em que ele jogou e do qual Fernández é torcedor, o Argentinos Juniors, e outra, uma número 10 da seleção argentina, com o seguinte autógrafo: "Para Alberto, com meu coração de povo".

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