Líder de movimento social é assassinada em assentamento no Pará

Ativista foi encontrada com sinais de degolamento; Polícia Civil investiga o caso

Fabiano Maisonnave
Manaus

A coordenadora regional do MAB (Movimento dos Atingidos por Barragens) em Tucuruí Dilma Ferreira Silva, 45, foi assassinada a facadas nesta quinta-feira (21). Foram mortos também o marido, Claudionor Costa da Silva, 42, e um homem identificado como Hilton Lopes, 38.

O crime aconteceu na casa do casal, no assentamento Salvador Allende, zona rural de Baião, onde eles viviam havia cerca de cinco anos, segundo o MAB. O local fica a 60 km da cidade de Tucuruí (445 km ao sul de Belém). 

Coordenadora do MAB Dilma Ferreira Silva entrega documento à presidente Dilma Rousseff durante cerimônia em Brasília em, 2011; ativista foi assassinada nesta quinta-feira, em Baião (PA).
Coordenadora do MAB Dilma Ferreira Silva entrega documento à presidente Dilma Rousseff durante cerimônia em Brasília em, 2011; ativista foi assassinada nesta quinta-feira, em Baião (PA). - Divulgação

A Polícia Civil afirmou que investiga o caso e que não sabe a motivação do crime. A casa, onde também funcionava um mercadinho, estava revirada. 

Dilma foi encontrada sobre a cama com sinais de degolamento, enquanto o corpo dos dois homens estavam na entrada do imóvel, segundo a polícia.

De acordo com o MAB, a família de Dilma está entre as cerca de 32 mil pessoas desalojadas de suas terras pelo lago da usina de Tucuruí, inaugurada em 1984 sobre o rio Tocantins.

A ativista já foi uma das coordenadoras nacionais do MAB. Em 2011, participou de uma reunião com a então presidente Dilma Rousseff. Foi a responsável por entregá-la em mãos um documento com reivindicações e propostas.

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