Bitcoin consumirá uma Argentina em energia neste ano, estima banco

Crédito: Dado Ruvic/Reuters FILE PHOTO: Sparks glow from broken Bitcoin (virtual currency) coins in this illustration picture, December 8, 2017. REUTERS/Dado Ruvic/Illustration/File Photo ORG XMIT: TOR282
Ilustração de moedas de bitcoin

DO "FINANCIAL TIMES"

O consumo de eletricidade relacionado ao bitcoin neste ano pode ser tão grande quanto ou até maior que o consumo previsto para todos os veículos elétricos do planeta em 2025 ou que o da Argentina, de acordo com o banco Morgan Stanley.

O bitcoin, a criptomoeda da moda, é minerado por meio da solução de complexos problemas matemáticos, cujas respostas são usadas para validar novas transações, adicionadas ao livro-registro do blockchain. Essa mineração requer grande uso de energia para computação.

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"A demanda de energia do bitcoin em 2018 (cerca de 120 a 140 terawatts/hora, o equivalente a 0,6% do consumo mundial de energia, ou ao consumo da Argentina) será em nossa estimativa superior à demanda mundial total dos veículos elétricos do planeta em 2025 (cerca de 125 terawatts-hora), mas ainda é pequena em termos absolutos e não terá impacto sobre as ações de empresas de infraestrutura, pelo futuro previsível", apontaram os analistas do Morgan Stanley.

Embora não acreditem que o consumo de energia pelas criptomoedas venha a afetar a situação das empresas mundiais de infraestrutura, ao menos por enquanto, os analistas apontam que a demanda por bitcoins pode "representar uma nova oportunidade de negócios para aqueles que desenvolvem fontes sustentáveis de energia" e que "muitas empresas de infraestrutura, como a NextEra, a Iberdrola ea Enel, e mesmo as grandes companhias petroleiras estão ingressando no segmento de energia renovável".

O Morgan Stanley estima o custo de criar um bitcoin em entre US$ 3.000 e US$ 7.000. E regiões de baixo custo deverão ser favorecidas para a mineração, como México, Noruega, China, Canadá e EUA.

a China já está agindo para reprimir a mineração excessiva de bitcoins no país, em razão de preocupações com o consumo excessivo de eletricidade e com o risco excessivo; ao que se sabe os mineradores [chineses] estão procurando maneiras de transferir suas operações ao exterior, quer por meio da transferência física de instalações, quer pela venda de seu conhecimento especializado.

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Tradução de PAULO MIGLIACCI

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